EGEAC, Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural
Sinopse
Construído em 1940 para a Exposição do Mundo Português, o Padrão dos Descobrimentos foi demolido na sequência do ciclone de 1941, devido aos graves danos de que o monumento foi alvo. Em 1960, foi reconstruído para assinalar as comemorações dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, figura central da expansão marítima portuguesa.
Da autoria do arquiteto Cottinelli Telmo (1897–1948) e do escultor Leopoldo de Almeida (1898–1975), o monumento ergue-se com 56 metros de altura, assumindo a forma simbólica de uma caravela estilizada. Distribuídas ao longo das suas laterais, encontram-se 33 figuras históricas dos séculos XV e XVI, entre as quais se destacam Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Fernão de Magalhães, Luís de Camões e D. Filipa de Lencastre. Na proa, liderando o grupo, está a imponente figura do Infante D. Henrique.
Foi a partir deste local que Vasco da Gama partiu, a 8 de julho de 1497, à descoberta do caminho marítimo para a Índia.
O miradouro oferece uma vista ímpar sobre Lisboa, Belém e o Tejo. No interior do monumento, encontram-se um auditório e uma sala dedicada a exposições temporárias, que valorizam a experiência cultural dos visitantes.
No exterior, destaca-se a rosa-dos-ventos com 50 metros de diâmetro, concebida pelo atelier do arquiteto Cristino da Silva. No seu centro, um planisfério gravado assinala as datas e os trajetos das expedições portuguesas.
O Padrão dos Descobrimentos é visitado anualmente por centenas de milhares de portugueses e estrangeiros que elegem a Zona Monumental de Belém como área de lazer e passeio.