Para todos os que ontem tiveram a oportunidade de estar no concerto dos The Gift no Coliseu do Porto, a noite foi sem dúvida fantástica ao som dos clássicos da banda e das novidades presentes em “Altar“. Os que vão ter oportunidade de ver a banda hoje em Lisboa, terão sem dúvida a mesma experiência.
A abertura do concerto foi feita por IAN, uma violinista russa, que começou a tocar o seu novo projecto a solo por volta das 21:45. Para quem não a conhece, IAN nasceu e foi criada em Moscovo e é 1ª violinista na Orquestra Sinfónica do Porto. A sua música é uma mistura de pop com trip-hop e eletrónica, mas tem sempre uma forte presença de instrumentos clássicos como por exemplo o violino que a acompanhou ao longo do seu concerto de ontem.
IAN terminou o seu espetáculo e tivemos uma pausa de 15 minutos antes de os The Gift entrarem em palco. Isto possibilitou que alguns fãs atrasados (muitos deles estiveram no clássico do Dragão) pudessem ouvir todo o concerto da banda. Por volta das 22h depois de um pequeno video com cerca de 2 minutos e com várias cenas de filmes e séries que falavam em “Gift“, a banda entra em palco, deixando desde logo o público que aguardava ansiosamente ao rubro.
O concerto começou e acabou da melhor forma, a interação entre a banda e o público foi notória, as músicas mais conhecidas da banda, como “Driving you slow” ou “Primavera” foram entoadas em coro pelo público que conhece as músicas de cor.
Uma das primeiras músicas que a banda tocou foi “Big Fish” presente no mais recente álbum da banda “Altar” e que o público conheceu imediatamente, ouvimos ainda “Doctor“, que se fez seguir de “Vitral” e “Lost And Found” ambas do novo álbum da banda. Seguiu-se “Primavera” que criou logo a primeira grande interação com o público que cantou em coro afinado a música do inicio ao fim e a partir daí nunca mais parou.
“Driving You Slow” era outro dos grandes clássicos que todos esperávamos ouvir durante a noite e os The Gift não vacilaram. “Ok! (Do You Want Something Simple)” foi a música que voltou a elevar o coro do público, trazendo logo de seguida a mítica “RGB” e mais tarde “Music“, que o público conhece de cor e canta e dança sem parar.
Outros grandes clássicos presentes durante a noite foram “Clássico“, que ficou guardada para o fim do concerto juntamente com a conhecida “Fácil de Entender“, que foi a que mais alto foi entoada pelo público que esperou até ao encore para a ouvir.
Foi um concerto fantástico, com algumas piadas pelo meio das músicas, piadas essas que falam de cópias e plágios que muito sentido fazem por esta altura e que conseguiram arrancar as gargalhadas do público. No fim, todos os presentes no concerto ainda tiveram direito a uma pequena oferta do trabalho a solo de IAN. Foi sem dúvida um concerto imperdível que ficará na memória de todos os que estiveram presentes.