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RED BULL MUSIC CULTURE CLASH – O mítico Coliseu dos Recreios recebeu a batalha do ano, numa noite reservada à música portuguesa

, RED BULL MUSIC CULTURE CLASH – O mítico Coliseu dos Recreios recebeu a batalha do ano, numa noite reservada à música portuguesa

Com inspiração nos sound clash jamaicanos, o Red Bull Music Culture Clash veio pelo segundo ano consecutivo a Lisboa, depois de ter passado por cidades como Nova Iorque, Londres, Toronto, Manchester e Milão.

Se o público já tinha vibrado com a primeira edição, mostrou ter gostado do despique e, apesar da chuva, encheu o recinto para ser júri da nova batalha. Mesmo antes do início do concerto a energia era eletrizante. O frenesim ia-se fazendo sentir à medida que a sala se compunha num ajuntamento impaciente: copos de Red Bull nas mãos, assobios e burburinho. Quatro palcos opunham-se na arena, prontos para receber as 4 crews em busca da vitória: Capicua + Guerrilha Cor-de-Rosa; PAUS e Pedras; Richie Campbell apresenta Bridgetown; Rui Pregal da Cunha apresenta Ultramar. O público pedia um combate sanguinário sob a forma de dubplates, originais e custom dubs.

Às 21:30 Alex D’Alva Teixeira surgia no meio da multidão na Área Plus, todo de branco, para clarificar as regras do jogo. A primeira medição do sonómetro suspenso sobre a arena regista 118.8 dBs e mostra que a plateia não está para brincadeiras. Em seguida, surgia Carlão no camarote presidencial e o desafio estava lançado: “Apoia a tua crew, quem manda aqui és tu!” As crews sobem ao palco, prontas para o round de aquecimento. As máscaras de combate da Guerrilha Cor-de-Rosa, os kilts dos Ultramar e os semblantes carregados prometiam o espetáculo.

 

Capicua é a primeira a atacar. Rimas pesadas ao som de Boss Ac vão revelando, uma a uma, Beatriz Gosta, Eva Rap Diva, Blaya, Ana Bacalhau e Marta Ren, com o DJ D-One como background. As meninas estavam prontas para dizimar a concorrência. Seguem-se PAUS e Pedras que respondem à letra com uma mistura de rock e trap. Silk vestido de fauno, Mike El Nite, Holly Hood e a bateria de PAUS, suportados pelo DJ Glue, fazem vibrar o Coliseu. Richie Campbell e o exército DJ Dadda, Mishlawi, General Gogo, Luís Franco Bastos, Ben Miranda, Dengaz e Plutónio repõem a essência da partilha musical mas estes “bad boys” não iam facilitar a noite aos outros. “Vocês não valem nada”, na voz de Plutónio, faz-se ouvir. Rui Pregal da Cunha é o culminar da primeira ronda. Sozinho no palco e num registo teatral, incita-nos a fazer o que nos vai na alma, a música ficou para segundo plano. O histórico vocalista dos Heróis do Mar trazia consigo os Capitão Fausto, Memória de Peixe e Throes + The Shine.

Agora era a doer e as palavras tornaram-se mais duras. O segundo round teve direito a Hip hop, kuduro e funk por parte dos PAUS e Pedras, a Bridgetown trouxe Boss Ac e as rimas de Mishlawi, Rui Pregal da Cunha e os Capitão Fausto relembraram o clássico “Amor” e as senhoras deram uma bofetada de luva branca com Kendrick Lamar. O público deu a vitória a Capicua. A terceira ronda manteve o nível. Richie apresenta Luís Franco Bastos que dispara farpas para todas as direções, há dubplates com Toy, Rui Veloso e os Xutos. Os Ultramar misturam Capicua e José Cid depois de “Paixão”. A Guerrilha atua com a voz de Sérgio Godinho, bailarinas em palco e despedem-se de Ultramar num “Caixão”. PAUS e Pedras apoiam e Holly Hood ataca: “Doidas, doidas andam as galinhas”, desta vez ganharam eles o combate.

O Coliseu estava ao rubro e pronto para receber o último round. A cena estava agressiva! Uma chuva de balões transparentes, muitos volts e novas malhas…Rui Pregal da Cunha chama como reforços uma bailarina clássica e uma cantora lírica. Capicua muniu-se de Camané e de Bruno Nogueira em modo rapper. PAUS e Pedras chamaram Janelo e Carla Moreira ao palco e Makoto Yagyu lançou-se num crowdsurfing. A resposta dos Bridegtown surge com Gson de Wet Bed Gang, Mayra Andrade e um dubplate de Madredeus. O último assalto termina numa razia. Os gritos da multidão decidem e são soberanos: por uma décima, PAUS e Pedras vencem Richie Campbell com 120.1 dBs. Estes recebem o trofeu ao som de uma enorme ovação do público. Mais tarde, a Red Bull fez saber que segundo o regulamento as casas decimais não contam, por isso – oficialmente – houve empate técnico. Cá estaremos para o ano, para desempatar!

Muitas emoções fortes nesta festa da música nacional, marcada por um bem-humorado espírito competitivo. Amigos amigos, música à parte! Terminada a batalha, a energia foi transportada para o Rive Rouge no Cais do Sodré, onde a noite continuou com a presença da francesa DJ Carie e da turca DJ Ece Ӧzel.

Texto Jorge Correia

Fotografias Maria Cortegaça Nunes

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