Entre paradigmas do amor, da loucura do homem alienado, do tempo presente, uma Julieta incrível contracena com a impossibilidade de um Romeu sem lugar na actualidade. A acção decorre num cemitério irreal, numa irreal Verona, muitos anos depois do drama shakespereano. Julieta, ou uma mulher que pensa ser Julieta, põe flores todos os dias na sua própria campa. Esqueceu o local onde jaz Romeu – ou nunca o soube. Esqueceu alguns pormenores do drama – se é que alguma vez os soube. Mas mantém viva a ideia de que todos, menos ela, mereceram um lugar digno na História. Desfiando emoções, vestida como uma viúva ou travestida de cores, ora tapando a cara com uma rede negra, ora assumindo-a, Julieta quebra o paradigma do Amor eterno, começando por não gostar de si, e, se calhar, desejando uma réstia de amor que alguém desperdiçou e que lhe sabia tão bem encontrar. Em contraste, Romeu – o espírito de Romeu, um Romeu etéreo e eterno – aparecelhe. Ele acredita que personifica o amor, mas vai ter algumas surpresas capaz de abalá-lo. E de nos abalar. A acção passa-se na actualidade, durante pouco mais de uma hora, no cenário que traduz a idealização do cemitério de Verona, feita por uma Julieta e no encontro desta com o verdadeiro Romeu.
Ficha Artística
Texto: Alexandre Honrado Encenação: Luís Vicente Intérpretes: A definir Cenografia: José Manuel Castanheira Execução Cenográfica: Tó Quintas Assistência de Encenação: Tânia da Silva Desenho de Luz: Octávio Oliveira Desenho de Som: Diogo Aleixo Produção: Márcia Martinho ACTA- A Companhia de Teatro do Algarve
Informações Adicionais
Os bilhetes de mobilidade reduzida só podem ser adquiridos na bilheteira local do TEMPO.