Entre a ficção de Virginia Woolf e a crua realidade do massacre.
Vivemos tempos bizarros. Numa época que devia ser dada à tolerância e aceitação, passamos por um período de violência muitas vezes centrado na discriminação. Contudo, o pensamento que se opõe ao poder tem mostrado resiliência e força de combate. Em Orlando, Cláudia Lucas Chéu parte do texto de Virginia Woolf para escrever palavras de agora, que se cruzam também com material documental sobre o massacre homofóbico na cidade de Orlando, em 2016. O objetivo é criar uma nova ficção a partir da junção destes dois elementos numa tentativa de refletir sobre as questões de género e sobre as ondas de violência que estas originam. Refletir sobre o facto de o género não ser uma essência nem uma construção social, mas uma produção do poder e realizar uma crítica das categorias de identidade e, especificamente, da identidade enquanto fundamento da ação política.
Ficha Artística
texto Cláudia Lucas Chéu direção Albano Jerónimo a partir de Orlando de Virginia Woolf e material documental do massacre em Orlando com Cláudia Lucas Chéu, Luís Puto, Solange Freitas, Pedro Lacerda, Diego Bragagal, Crista Alfaiate, Aurora Pinho, Maria Ladeira e intérprete a anunciar assistência de encenação Luís Puto apoio à dramaturgia André Tecedeiro música Rui Lima & Sérgio Martins movimento Carlota Lagido espaço cénico Tiago Pinhal Costa figurinos Carlota Lagido desenho de luz Rui Monteiro vídeo documental Inês Luís comunicação Sara Cavaco assessoria artística John Romão direção de produção Francisco Leone produção executiva Luís Puto produção Teatro Nacional 21 coprodução CCVF Guimarães, Casa de Artes de Vila Nova de Famalicão, Teatro Municipal do Porto Rivoli, Teatro Nacional D. Maria II, DGARTES apoio Oskar & Gaspar
Projeto apoiado pela DGArtes
Espetáculo estreia a 3 de dezembro no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães.
Metro – Linha Azul (estação Restauradores) / Linha Verde (Rossio) CP – Estação do Rossio Autocarros/eléctricos Carris – Restauradores/Praça da Figueira