A peça de teatro “O Processo de Jesus”, de Diego Fabbri, não pretende ser um tratado de exegese bíblica ou de teologia, mas antes o regresso a um tema recorrente ao longo da história: quais as razões históricas, políticas, jurídicas e humanas que levaram à condenação de Jesus de Nazaré. Este drama, escrito e estreado a meados do século XX, reflete os sentimentos e vivências de uma Europa pós Segunda Guerra Mundial, onde ainda se experimenta a polémica em torno dos judeus e o relacionamento entre o cristianismo e o judaísmo. Dividido em dois atos, “O Processo de Jesus” retrata um grupo familiar judaico que encena, em repetidas sessões, o julgamento de Jesus. Ao debate de interpretação dos dados apresentados pelos juízes, segue-se a segunda parte, com várias personagens que, desde a plateia, se vão inserindo no processo, transpondo-o para a atualidade. Ao drama original vão-se somando dramas pessoais e interiores dos próprios juízes e intervenientes, espelho dos argumentos e acusações que reclamam remissão.
Ficha Artística
Ficha Artística e Técnica:
– Texto original: Diego Fabbri
– Tradução: Agostinho Veloso
– Direção artística: César Costa
– Encenação: Daniel Padrão
– Elenco: Manuel Tavares, Rosa Leal, Tiago Valente, Daniela Costa, João Rodrigues, Zacarias Brás, Inês Ferreira, Nuno Rafael Silva, David Fitas, Daniel Neves, Carlos Bernardes, Vítor Sampaio, Mário Pais, Humberto Silva, Ricardo Mendes, Andreia Campos, Rui Lopes, Manuel António Ferreira, Maria do Carmo Soares, Sónia Barrocas, Vítor Valente, Julieta Castro, Alferes Pereira.
– Cenografia: Tiago Valente, Manuel Pinto, Teófilo Joel e João Rodrigues
– Sonoplastia: César Costa e Daniel Padrão
– Figurino e Adereços: Salomé Sousa, Sónia Barrocas, Daniela Costa e Otília Gouveia