«Três actores, dois galinheiros, um paradoxo e a hipocrisia» – uma filosofia acerca dos sentimentos de clausura e de solidão. Um mergulho ao lugar de refúgio – e até onde o refúgio não se torna… numa prisão. Um confronto entre dois antagonistas que acabam exibindo ser os maiores semelhantes : através do discurso entre dois … hypocrites ( a originária palavra grega para actor ), ambos encontram, em celas opostas – um lugar comum. Dois enclausurados – um em desespero por sair – um aterrorizado por sair – através de um discurso paradoxal baseado num jogo verbal de hipocrisia e contradição ( onde o tempo e a finitude das coisas são o chão comum ), que acaba unindo dois opositores através de um conflito de lugares – e unindo os dois lados da guerrilla , a um muro de distância – pela mão da sua própria Humanidade. Todos temos um lugar comum. Esse lugar é o lugar dos instantes – o lugar em que nada permanece.
Esse lugar é o mundo inteiro.
Ficha Artística
ELENCO Beatriz Guerreiro, Rodrigo Balseiro, Rui Miguel
TEXTO E ENCENAÇÃO Beatriz Guerreiro
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Tiago Negrão Pinheiro, Sara Azevedo