Mami Wata é uma deusa da água, uma figura vinda das profundezas da noite, de poder e de sexualidade. Uma sereia encalhada que encara quem a observa. Ela salta. O salto que a atravessa é um salto vertical, normal. A palavra em latim para dizermos “dançar é saltare, de saltus, “o salto. Criar dança através de saltos, como a persistência de um gesto antigo – talvez universal? -, um movimento que vem das profundezas de um ser humano. O salto como metáfora do desejo, a busca pelo prazer. Um desejo de prazer. Um desejo pelo outro, um desejo por mais um, por aquilo que não temos, por aquilo que não somos.
Saltar para exultar. Saltar para expelir. Saltar para aguentar. Saltar para resistir. Saltar para alcançar. Saltar para vir a ser. Saltar para morrer. Saltar para existir.
Mascarades, espetáculo atravessado por música eletrónica com base em ritmos tradicionais africanos, é o primeiro solo de dança da bailarina e coreógrafa Betty Tchomanga.
Ficha Artística
criação e performanceBetty Tchomanga desenho de luzEduardo Abdala desenho de somStéphane Monteiro olhar externoDalila Khatir, Emma Tricard consultoria vocalDalila Khatir direção de produçãoAoza – Marion Cachan agradecimento especialMarlene Monteiro Freitas, Gaël Sesboüé e Vincent Blouch produçãoLola Gatt com o apoioEndowment Fund of Quartz, national scene of Brest parceriasLe Pacifique – CDCN of Grenoble, L’Atelier de Paris CDCN, La Gare – Fabrique des Arts en mouvement em Relecq-Kerhuon, Festival La Bécquée – Un soir à l’Ouest, le Cabaret Vauban – Brest patrocínioSARL SICC Saint-André-de-Cubzac
Este projeto recebeu apoio à criação da Cidade de Brest e do Ministério da Cultura – DRAC da Bretanha. A associação Lola Gatt é apoiada pela região da Bretanha.
Metro – Linha Azul (estação Restauradores) / Linha Verde (Rossio) CP – Estação do Rossio Autocarros/eléctricos Carris – Restauradores/Praça da Figueira