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Gran Turismo 7 (PlayStation 5) – Análise Gaming

gran turismo 7, Gran Turismo 7 (PlayStation 5) – Análise Gaming

Gran Turismo 7 chega esta sexta-feira às lojas, sendo lançado para as duas plataformas da Sony: PS4 e PS5. Este é o regresso às raízes da mais popular série de jogos de corrida.

Gran Turismo já não é o marco cultural que era no início dos anos 2000, tanto por culpa da própria produtora Polyphony Digital, mas sobretudo devido à expansão do mercado. Quando Gran Turismo surgiu em 1998 na PlayStation 1 os jogadores já conheciam alguns jogos de corridas de qualidade como Ridge Racer, TOCA, Wipeout ou V-Rally, mas foi o exclusivo da PlayStation que cunhou o termo “The Real Driving Simulator” e isso deveu-se sobretudo a uma atenção pormenorizada e quase ilimitada a tudo o que envolve o mundo do automobilismo.


gran turismo 7, Gran Turismo 7 (PlayStation 5) – Análise Gaming

A Polyphony Digital em poucos anos transformou Gran Turismo no franchise mais popular de jogos de corridas, e mais importante que isso, era o pedestal que outras produtoras do género queriam alcançar. À medida que os anos passaram e as gerações de consolas se iam sucedendo, o estatuto da série GT começou a perder algum valor e relevância por não se renovar e por outros concorrentes terem chegado ao seu nível de qualidade como um simulador automóvel, como foi o caso de Forza Motorsport ou por outras propostas diferentes e mais divertidas de condução como F1 ou até Rocket League.

A Polyphony Digital tentou remar contra essa tendência de nada mudar com GT Sport, o último jogo da série antes de Gran Turismo 7. O jogo consistia num modo online persistente e que não tinha um foco tão grande nos modos single-player como no passado. Isso acabou por afastar parte do público habitual do título, mas também fez com que os jogadores mais experientes e mais interessados na competição online ficassem “agarrados” ao jogo muito mais tempo do que o expectável, devendo-se isso também às constantes actualizações de conteúdo por parte da Polyphony Digital.

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Agora, no 25º aniversário da série, Gran Turismo 7 coloca a série novamente no regresso às origens, o velho Gran Turismo continua por cá, e melhor do que nunca. Estreando-se na nesta nova geração GT7 surpreende através da rapidez dos loadings, quase inexistentes, e da beleza visual e recriação quase real de alguns dos veículos mais conhecidos em todo o mundo.

Mal arrancamos GT7 somos confrontados com um vídeo inicial que deixa logo saber que todos os envolvidos neste projecto são uns verdadeiros crânios apaixonados por carros. Quase 10 minutos que explicam a história do automóvel e do mundo, fazendo um belo paralelismo, realçando a importância do automóvel como uma das melhores invenções da humanidade.

Gran Turismo 7 tenta ser a celebração definitiva do carro, tudo o que envolve o jogo é uma carta de amor a estes veículos de quatro rodas. GT7 é um produto premium e gourmet, mas que ainda vive dos louros do passado.

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Não contem ver grandes novidades neste 7º jogo numerado da série. Gran Turismo 7 é o culminar de tudo o que de bom a série tem, mas não foge muito do que a caracteriza. A única parte em que isso parece acontecer é no novo modo Music Rally, um modo que se foca simplesmente na diversão do jogador a conduzir carros velozes em pista ao som de uma banda-sonora curada especificamente para o caso. Neste modo temos de conduzir a medida que vamos passando em bandeiras de tempo para não deixarmos os beats por minuto desvanecerem. É um modo interessante, divertido, principalmente para pessoas como eu que adoram música e a sua utilização nos jogos Gran Turismo, mas que não será o local onde os jogadores irão passar a maior parte do seu tempo.

Isso acontecerá sim no GT Mode, o modo clássico da série onde é possível viver uma vida automobilística, indo desde as obtenções das típicas licenças e a utilizar carros baratos e lentos, até chegar às competições mais velozes. Neste modo veremos que tudo se mantém praticamente idêntico ao passado, com a excepção da introdução do Café. E os jogadores irão passar bastante tempo a revisitar este café, parecendo até que estamos a viver um dia no mundo de Friends, Seinfeld ou How I Met Your Mother (sim, em quase todas sitcoms em que os protagonistas passam muito tempo em cafés/bares). É no Café que recebemos as missões principais do jogo, e infelizmente apesar de ser giro ao início visitarmos o café, recebermos uma missão e depois completar os objectivos e voltar ao café para recebermos os louros e passarmos à próxima, rapidamente se esgota esta gimmick. É uma forma de progressão que a Polyphony arranjou para nos contar ainda mais detalhes sobre os carros e apresentarem-nos mais detalhes visuais sobre os mesmos, mas a novidades esgota-se com aqueles diálogos de pessoas inexistentes (isto acontece tanto no Café como nas outras partes do GT Mode).

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A jogabilidade em Gran Turismo 7 é praticamente perfeita, pelo menos pela minha experiência (não me considero um jogador experiente, mas mais um amante casual deste género). Consegue-se notar bem a diferença entre os carros existentes, ou quando alteramos alguma peça no veículo. O que eu já sentia como demasiado próximo da realidade nos títulos anteriores, é agora amplificado.

Referir que a minha experimentação do jogo foi feita recorrendo ao DualSense, e não a nenhum volante próprio para a experiência. E se não têm ou não pretendem fazer um bom investimento num volante, devo dizer que o DualSense deve ser o melhor comando do momento para jogar Gran Turismo 7. Os adaptive triggers do R2 e L2 fazem toda a diferença para conseguirmos controlar o carro da melhor maneira possível, e isso nota-se naturalmente em curvas pouco “alongadas” em que basta um pequeno pressionar do L2 para travar o suficiente e o carro responde de imediato a essa pequena pressão. Para além disso, a vibração do comando dá-nos informação/feedback essencial para compreendermos o que se passa com o veículo. E o speaker do DualSense também ajuda à experiência (ouvir aqueles “bips” de partida de uma corrida de Gran Turismo faz aquecer a nostalgia deste lado).

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Ao nível técnico o jogo corresponde a tudo o que esperámos por parte da Polyphony Digital. Gran Turismo 7 visualmente é arrebatador, principalmente na qualidade dos modelos dos veículos que apresenta, e o som também não é descurado para a experiência. É claramente um dos jogos mais impressionantes da nova geração de consolas. E como já referi, a velocidade dos loadings ajuda muito a manter o interesse e a tentar conseguirmos conquistar mais e mais provas e carros.

Se GT Sport deixou um amargo de boca pela sua falta de conteúdo virada para o jogador single-player, a verdade é que Gran Turismo 7 vai de encontro a essa falha. São mais de 400 carros e 90 pistas.

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Gran Turismo 7 respeita a série em todos os pontos. É um jogo de amor e carinho sobre carros, e para quem adora o género tem aqui um jogo obrigatório que irá durar por várias dezenas de horas. A atenção ao detalhe é tão exponencial que em muitas situações acaba por ser frustrante e até aborrecido para um jogador menos interessado no aspecto da simulação pura e dura da condução. Mas se tiverem dispostos a arriscar perder umas horas a explorar o jogo e a conhecerem os cantos de cada carro, Gran Turismo é o jogo que deverá estar a rodar nas vossas consolas.

 

Gran Turismo 7 (PlayStation 5) - Análise Gaming
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Gran Turismo 7 chega esta sexta-feira às lojas, sendo lançado para as duas plataformas da Sony: PS4 e PS5. Este é o regresso às raízes da mais popular série de jogos de corrida.

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Avaliação do editor:
4.5
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