Vivemos tempos bizarros. Numa época que devia ser dada à tolerância e aceitação, passamos por um período de violência tantas vezes centrado na discriminação. Contudo, o pensamento que se opõe ao poder tem mostrado resiliência e força de combate. O texto de Cláudia Lucas Chéu parte deOrlandode Virginia Woolf, e constrói uma narrativa que misturará a ficção de Woolf com uma tentativa de refletirmos sobre as questões de género e sobre as ondas de violência que estas originam. Refletir sobre o facto de o género n��o ser uma essência nem uma construção social, mas uma produção do poder e realizar uma crítica das categorias de identidade e, especificamente, da identidade enquanto fundamento da ação política.