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Festas de Lisboa: Faustin Linyekula – Menos às vezes é mais

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Faustin Linyekula, bailarino, coreógrafo, encenador, contador de estórias e cantor, nascido, em 1974, em Ubundu, no Congo, antigo Zaire, trouxe, ontem, dia 17, aos belíssimos Terraços do Carmo, uma improvisação onde foi exposta um sociedade mediatizada, em que as suas personagens (performers), na maior parte do tempo confinadas no espaço, mostram um ser humano só, buscando o outro, numa procura encontro/desencontro agressivo/fraterno, inconsciente ou consciente. Revemo-nos no medo confuso da saída do quadrado a que cada um de nós está confinado, com a leitura repetitiva de notícias sem sentido dos media.

O gesto é de uma expressividade sem espaço para dúvidas, mas com lugar para a imaginação. A coreografia/performance oferece-nos a desconstrução contemporânea do movimento, onde não falta um momento belo de um perfeito “espelho” (exercício de teatro obrigatório para qualquer aluno dessa arte) , bem como as pinceladas de b-boying e, como não podia deixar de ser da dança étnica africana.

Faustin Linyekula

Excelente e irrepreensível o trabalho dos d.j’s nacionais Maboku e Lilocox. Neste improviso, e fruto do trabalho que se encontra a desenvolver em Portugal, Faustin Linyekula contou com a participação dos bailarinos Papy Ebotany (Congo) e Hélio Santos (Portugal), tendo ainda a colaboração na voz falada e cantada, da actriz portuguesa Teresa Coutinho e na guitarra e no baixo, dos músicos do grupo “Duas Semicolcheias Invertidas”, Boris e João.

Podia-se dizer um espectáculo perfeito não fora ser demasiado extenso e a partir do momento em que a música ela própria se desconstrói e a parábola se encontra contada, nada de novo acontece, em nenhuma das disciplinas performáticas. Ainda aguardamos pela surpresa de um movimento, mas não houve mais nada a acrescentar. Para além do frio e vento com que nos brindou esta Primavera quase Verão do nosso descontentamento, sentimos o calor deste improviso.

Toda a equipa e o aplauso merecido

Sem dúvida qualquer trabalho de Faustin Linyekula é a não perder, e haverá mais oportunidades para o ver, já que é o Artista na Cidade de 2016, cujos parceiros são, além da Câmara de Lisboa e da EGEAC (a empresa municipal que gere os equipamentos e a agenda cultural da autarquia), o alkantara festival, o Centro Cultural de Belém, a Companhia Nacional de Bailado, a Culturgest, o Festival Temps d’Images, a Fundação Calouste Gulbenkian, os teatros municipais Maria Matos, São Luiz e o Teatro Nacional D. Maria.

Fotos: Herberto Smith/AfroLis

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