Estudantes, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores: 2 euros
M/12 anos
Duração: 80 minutos
Encenação de Manuel Tur
Coprodução Casa das Artes de Famalicão e ACE Escola de Artes de Famalicão
Estes DRAMOLETES (palavra inventada por Bernhard) caracterizados por uma forma breve ou peça curta, são um conjunto de sete “omeletas”, uma omeleta de omeletas, todas elas aliás de composição diversa além da brevidade temporal e da concisão dramática. Estaremos perante um teatro político? Certamente, mas na sua melhor forma, isto é, teatro não panfletário, teatro de uma identificação a cru das taras pós-modernas do conservadorismo que, como mentalidade e poder, continua nesta Europa do pós-guerra a ser parte dos seus climas mentais em variados territórios e a governá-la em conúbio com o pior dos fanatismos. Político, portanto, no sentido mais nobre, o da revelação clara do que os meios de desinformação sempre relativizam: camuflar o que é monstruoso, bestial e tido como normal, ou pela ausência de notícia ou pelo excesso da sua exposição. Quanto mais se espectaculariza mais opacificação se alcança, quanto mais se repete a ferida em espetáculo, sensacionalismo, menos se dá perceber. Eis a contra estratégia dos dramoletes: fazer o retrato indesmentível do pior da história europeia como vida coetânea e normalidade aceite, o nazismo, num gesto corajosamente acusador para quem entre eles inevitavelmente vive.
Ficha Artística
Texto: Thomas Bernhard Tradução: Fernando Mora Ramos e Isabel Lopes