Crítica Cinema | Vingadores: Endgame (2019)

Um filme de Anthony e Joe Russo

Vingadores: Endgame é o tão aguardado fim da saga Infinity, concluindo toda uma era da Marvel, que começou em 2008. Com realização de Anthony e Joe Russo, esta é uma épica e empolgante história de guerra, com um grande impacto emocional proporcionado por um enredo bastante bem construído.MV5BMWM5NGMyMWUtZDJlMy00NTkxLTljYWEtYmVkNTUwMmI4MGIwXkEyXkFqcGdeQXVyNjg2NjQwMDQ@.-V1-SX1777-CR0,0,1777,943-AL-

Depois de Thanos dizimar metade da população mundial e destruir a equipa dos Vingadores, os que sobreviveram têm de tomar uma posição e elaborar um plano para perceber como podem salvar que se perdeu. Três horas de narrativa muito bem estruturada, gerida e fluída, nunca se sentindo que há momentos prescindíveis, ou de arrastamento do tempo, ainda que se sinta um pouco disso em alguns momentos do humor, típicos da Marvel, mas que não chegam a interferir com o tom nem com o ritmo da história. O argumento, da autoria de Christopher Markus e Stephen McFeely, em conjunto com uma óptima realização, consegue concretizar tudo isto, uma história com diversas “subplots” e algumas decisões arriscadas, difíceis de gerir, mas que foram bem articuladas.MV5BMjQ0NDE0OTExMl5BMl5BanBnXkFtZTgwMjA2OTU5NzM@.-V1-SX1777-CR0,0,1777,936-AL-

Todas as personagens são, uma vez mais, muito bem desenvolvidas, mas as suas presenças no filme não são tão bem geridas como no filme anterior. Algumas ficam um pouco mais apagadas a nível de protagonismo, apesar de estarem no poster do filme. Ainda assim, não é nada que prejudique severamente o enredo. Os super-heróis estão mais humanos que nunca, demonstrando o seu lado mais sensível e imprevisível, dada a grave situação em que se encontram. Existe, por isso, uma atmosfera tensa, vinda do Infinity War, que marca a primeira parte do filme, encaminhando-nos para um final de muita adrenalina e bastante emotivo e nostálgico.MV5BMjI0MTkzMzkyNl5BMl5BanBnXkFtZTgwNTA2OTU5NzM@.-V1-SX1777-CR0,0,1777,936-AL-

Vingadores – Endgame não é um filme 100% perfeito, mas consegue ser bem-sucedido naquilo a que se propõe e superar todas as espectativas. À semelhança do seu anterior, é uma grande história épica, com personagens que, apesar de serem super-heróis, têm vindo a apresentar cada vez mais um lado emocional bastante sensível, tornando-os a cima de tudo, humanos. Assim se põe fim a uma saga de 11 anos que, quer se goste ou não, veio repensar a forma como se representam super-heróis e vilões, bem como provocar a reflexão sobre a elevada qualidade de “storytelling” que um blockbuster de Hollywood pode ter.