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Crítica: “Geostorm – Ameaça Global” (Geostorm)

Geostorm - Ameaça Global, Crítica: “Geostorm – Ameaça Global” (Geostorm), CA Notícias

Geostorm – Ameaça Global é a mais recente aposta da Warner Bros, Portugal e é o novo filme catástrofe de ficção científica que conta com o actor Gerard Butler num dos papéis principais. O realizador é Dean Devlin que se estreia na realização, mas que já é conhecido por ter sido o produtor de filmes como “Dia da Independência” e “Godzilla”.

Por norma, quase todos os anos, surgem um filme de catástrofes, desde “Poseidon” a “2012”, passando por “San Andreas” e ainda “A Torre do Inferno”. Qualquer um destes filmes tem um elemento comum, há uma catástrofe que poderá acabar com a humanidade e o mundo como o conhecemos.

O filme conta-nos uma história, que começa com os principais líderes das grandes potências mundiais a juntarem-se para resolver de uma vez por todas o gigantesco e incontrolável problema das catástrofes naturais. Para isso, criam um sistema de satélites, com o nome “Dutch Boy”, que controla o clima enquanto previne os desastres. Só que, num certo dia o sistema falha e em vez de impedir que as catástrofes ocorram, é o causador delas.

Esta é sem dúvida uma premissa muito interessante nos dias de hoje, basta olharmos à nossa volta para perceber isso, em pleno mês de Outubro tivemos incêndios que queimaram milhares de hectares de floresta, casas, bens e que tantas vidas tiraram. Por outro lado tivemos vários sismos e furacões, como o caso do Ophelia, que tantos outros danos materiais e não só causaram. A cada dia que passa estamos mais sujeitos a essas catástrofes, que na sua maioria são causadas pelas alterações climáticas drásticas dos últimos anos.

Temos então um filme com um argumento um pouco duro e real, com o qual nos conseguimos relacionar. Depois, vemos a relação entre os dois irmãos, Jake Lawson (Gerard Butler) e Max Lawson (Jim Sturgess) a desenvolver-se ao longo do filme, sem grandes clichés ou previsibilidade, dando um toque interessante ao filme.

A intenção e a mensagem que o filme parece querer fazer passar, é a de falar de tudo, do aquecimento, do arrefecimento, furacões, tsunamis, etc e fá-lo bastante bem, no entanto, um ponto negativo, a meu ver, é o facto de tudo ser resolvido no último segundo, tornando o filme pouco realista. Outro pequeno problema é a falta de pretensão dos vilões do filme, o objectivo que pretendem alcançar parece me frágil e um pouco vazio, mas são eles que tornam o filme interessante e que nos dão algumas reviravoltas.

Por outro lado, o filme está muito bom com os efeitos 3D, tornando a experiência em IMAX bastante interessante, principalmente quando ocorrem as catástrofes. É sem dúvida um bom entretenimento para quem procura um filme de ficção científica com uma ponta de realidade pelo meio.

Não esperem um filme de catástrofes normal e previsível, pois aqui vão ter reviravoltas interessantes, vilões, conspirações e algumas traições à mistura que não são previsíveis logo no primeiro momento. Cativa o espectador desde o primeiro minuto até ao último e ainda consegue ter momentos cómicos para aliviar o ambiente catastrófico.

Ao mesmo tempo que tudo isto se desenrola, conseguimos ainda perceber que há alguns comentários políticos que os mais atentos conseguiram perceber. É em suma, um bom filme para ver e talvez reflectir um pouco sobre o que se passa no nosso planeta neste momento.

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