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Crítica: DALIDA

Dalida, Crítica: DALIDA

Iolanda Cristina Gigliotti, nascida no Cairo em 1933 e desde aí acompanhada pela música do seu pai, leva o seu talento até Paris, onde ganha o nome artístico de Dalida. Desde o início da sua vida até ao fim passa por momentos de grande sofrimento mas também de glória e felicidade. Tal como em quase todos os filmes biográficos de grandes estrelas internacionais, DALIDA assenta neste contraste entre a luz do palco em contraponto com a escuridão da solidão e do infortúnio.

Lisa Azuelos, realizadora do filme, decidiu não seguir uma ordem cronológica na história, criando vários saltos temporais para trás e para a frente. Com o objectivo de voltar atrás na história para explicar as angústias que a protagonista sentia, o número de transições é exagerado quebrando a ligação que temos com a história e, consequentemente, com a personagem.

A narrativa segue um percurso idêntico ao de andar numa montanha russa de emoções com sucessivas transições entre momentos de infelicidade e de felicidade.

As três mortes dos namorados de Dalida, retratando-a como uma autêntica “viúva negra”, e as desgraças pessoais levam a uma reflexão sobre o sentido da vida. Infelizmente, esses pensamentos não são muito desenvolvidos.

Do filme, retém-se vários aspectos muito positivos como a grande capacidade da escolha das canções da cantora para cada situação que está a ser retratada naquele momento – resultando num perfeito enquadramento – e a boa escolha de casting aliada a uma grande caracterização das personagens que são fidedignos em relação às pessoas em que se baseiam.
Acaba por ser uma registo biográfico diferente do habitual, que transmite muito bem a complexidade de Dalida – apesar dos saltos cronológicos – e que leva o espectador a tentar perceber os problemas por de trás de uma estrela com sucesso internacional.
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