Abril de 1972. Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa lançam Novas Cartas Portuguesas. Escrito a três mãos, o livro tinha como ponto de partida as Cartas Portuguesas da irmã Mariana Alcoforado a um oficial francês. Abordava temáticas tão diversas como a paixão, a clausura feminina, o ato da escrita, o sentimento pessoal e nacional de isolamento e abandono, o ódio, a separação, a guerra. Um conjunto de textos que funcionavam como pequenos manifestos de resistência. O Estado Novo, que prontamente colocou a máquina da censura a trabalhar, descreveu-o como “insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública”. As “Três Marias”, nome porque ficaram conhecidas as autoras, seriam mesmo levadas a julgamento, em 1973. Em 2022, 50 anos volvidos, Catarina Rôlo Salgueiro e Leonor Buescu trazem as Novas Cartas Portuguesas à cena, a par com documentação histórica da época. Ainda Marianas é um espetáculo que convoca uma discussão em torno da memória coletiva, de um país, das suas gentes, e do seu tempo.
Ficha Artística
criação e dramaturgia Catarina Rôlo Salgueiro, Leonor Buescu a partir de Novas Cartas Portuguesas de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa encenação Catarina Rôlo Salgueiro com Ana Baptista, Rita Cabaço, Teresa Coutinho desenho de luz a anunciar desenho de som a anunciar cenografia e figurinos Ângela Rocha produção executiva Leonardo Garibaldi residência de criação O Espaço do Tempo, A Oficina parceiro institucional República Portuguesa – Ministério da Cultura (Fundo de Fomento Cultural) produção Os Possessos coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Municipal Baltazar Dias, A Oficina agradecimentos Maria Teresa Horta, João Sedas Nunes, Cristóvão Pereira, Teresa Caetano
Metro – Linha Azul (estação Restauradores) / Linha Verde (Rossio) CP – Estação do Rossio Autocarros/eléctricos Carris – Restauradores/Praça da Figueira