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Super Bock Super Rock 2019 – 5 concertos imperdíveis de 20 de Julho

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Saiba o que esperar do último dia (20 de Julho) do Super Bock Super Rock 2019, de volta ao Meco. Conheça os 5 concertos que destacamos do cartaz do terceiro dia do Super Bock Super Rock.

O Super Bock Super Rock está de regresso ao Meco. Para facilitar a vida dos festivaleiros, e lhes permitir o usufruto na totalidade do festival, deixamos aqui as nossas sugestões para o terceiro e último dia do Super Bock Super Rock 2019. Fiquem com os 5 concertos que achamos que nenhum festivaleiro deve perder nesse dia:


Superorganism – 19:15 – Palco EDP

Os Superorganism são um belo exemplo de uma banda que traz consigo o espírito de uma época – a nossa época, este século XXI. Este é um projecto que reúne membros de vários países, do Reino Unido à Austrália, passando pelos Estados Unidos. Este encontro entre talentos deu-se através de fóruns de música na internet, o que diz muito da dinâmica dos Superorganism. Apesar das diferentes origens, o epicentro foi a cidade de Londres, com a sua multiculturalidade e efervescência criativa. Mark Turner (Emily), Christopher Young (Harry), Timothy “Tim” Shann (Tucan) e Blair Everson (Robert Strange) já tinham uma história em conjunto com a banda indie Eversons, e numa viagem ao Japão conheceram Orono Noguchi, que veio acrescentar mais mundo a este projecto. A partir da sua voz e das suas palavras nasceu “Something For Your M.I.N.D.”, o primeiro single de sucesso da banda, incluído na banda sonora do jogo FIFA 2018. Entretanto, Ruby e B, cantoras da Nova Zelândia, e Seoul, vocalista sul-coreano, também se juntaram a este super grupo com oito elementos – e já moraram todos na mesma casa, entretanto transformada em estúdio de música, em East End, Londres. As influências passam por nomes como Mark Mothersbaugh, Pavement, Katy Perry, Weezer, Daft Punk ou Kanye West. A música dos Superorganism é feita destas diferentes sensibilidades e de uma paixão em comum pela cultura pop. Deste caldeirão nasce um som de todas as cores, com um toque de psicadelismo e muitos ecos que extravasam a música, deixando espaço para o diálogo com outras expressões artísticas – sem nunca deixar de ser pop, mesmo quando é estranhamente pop. O disco de estreia, homónimo, saiu em Março de 2018 e confirmou as melhores expectativas do público e da crítica, com temas tão fortes como “It’s All Good” ou “Everybody Wants to Be Famous”.

Masego – 20:45 – Palco EDP

Com sangue jamaicano e nome sul-africano (quer dizer bênção), Masego é, de facto, uma bomba de cultura e de criatividade. A sua música é uma espécie de “TrapHouseJazz”, assim mesmo, tudo junto, com o próprio a define, e tem influência de nomes como Pharell, Michael Jackson, Jamie Fox, John P. Kee, Andre 3000 ou Cab Calloway. Apesar de se sentir muito à vontade quando busca inspiração noutras décadas, Masego é um artista do seu tempo, e, como tal, começou por dar nas vistas no Youtube e no Souncloud, combinando os melhores beats com o som do seu saxofone, e uma voz cheia de alma. E o resultado destas primeiras experiências nas plataformas digitais foi o EP “The Pink Polo”, que contou com a preciosa colaboração do produtor texano Medasin e que acabaria por resultar numa turné que levou Masego a países como o Japão, França, Inglaterra, Alemanha, entre outros… O disco de estreia, editado em 2018, chama-se “Lady Lady”, concentra-se na figura da mulher e de todos os seus encantos, e confirma as melhores expectativas em relação a Masego, revelando um artista sofisticado, eclético e capaz de conduzir o público português por uma viagem musical inesquecível, cheia de jazz e de charme, marcada para a próxima edição do Super Bock Super Rock.

Janelle Monáe – 21:30 – Palco Super Bock

Janelle Monáe Robinson nasceu e cresceu em Kansas City, mas depressa sentiu a necessidade de ir em busca do seu sonho, rumo a Nova Iorque. Entrou na American Musical and Dramatic Academy e na altura tinha como objetivo vir a fazer musicais. A vida acabou por oferecer outras possibilidades a Janelle e pouco tempo depois já estava a participar em várias faixas do grupo Outkast, a convite de Big Boi. A jovem começava a dar nas vistas graças ao seu enorme talento, revelando-se uma artista multifacetada e muito focada em cada trabalho. Em 2007 editou o primeiro EP: “Metropolis: Suite I (The Chase)”. Estas primeiras canções chamaram a atenção do famoso produtor Diddy (Sean “Puffy” Combs), que logo contratou Janelle para a sua editora, a Bad BoY Records. Neste momento também chegou a primeira nomeação para um Grammy, com o single “Many Moons”. Três anos depois, em 2010, Monáe lançava o seu disco de estreia. “The ArchAndroid” foi inspirado no filme alemão “Metropolis”, que retrata um mundo futurista, uma projeção distópica da humanidade. Todo o conceito deste registo de estreia levantou questões éticas e fez com que as canções saíssem ainda mais enriquecidas, autênticas pérolas pop, carregadas de soul e funk. Nomes como Bruno Mars, Prince e Barack Obama assumiram-se como fãs de Janelle, cada vez mais uma estrela à escala mundial. O sucesso nunca distraiu a jovem, que continuou a trabalhar, empenhada em fazer bem mais do que o grande hit do próximo verão – Janelle quer fazer música realmente desafiante, que levante questões e que mexa com a cabeça e o coração de quem a ouça. Nesse sentido, em 2013, chegou mais um disco que cumpre estes requisitos. “The Electric Lady” mantém algumas das reflexões suscitadas pelo primeiro disco e conta com as participações luxuosas de Miguel, Solange, Prince e Erykah Badu. Depois de cinco anos de espera, 2018 trouxe mais um disco de Janelle Monáe. “Dirty Computer” abandona as projeções futuristas e concentra-se na própria artista, mais exposta do que nunca. O púbico e a crítica ficaram rendidos a um som cada vez mais pop, sem nunca perder o arrojo que caracteriza todo o trabalho de Janelle Monáe. Desde as letras, passando pelas colaborações com nomes como Pharrell Williams, Brian Wilson o Zoë Kravitz, até aos vídeos que acompanham as canções, tudo parece ser pensado ao pormenor. “PYNK”, com a participação de Grimes, “Make Me Feel” ou “Django Jane” são alguns dos destaques deste álbum e alguns dos temas que prometem conquistar o público do Super Bock Super Rock – dia 20, no Palco Super Bock.

Migos – 23:00 – Palco Super Bock

Formado por um grupo de três amigos, Quavo, Takeoff e Offset, os Migos são um dos projectos mais interessantes do hip-hop (e do trap) produzido em todo o mundo. Enquadrados na melhor tradição sulista de hip-hop norte-americano e influenciados por nomes como Outkast e Hot Boys, o trio de Atlanta teve uma ascensão meteórica, desde o momento em que os três amigos começaram a fazer música, algures em 2009, sob o nome de Pólo Club. O nome Migos só apareceria mais tarde, em 2010. Em 2012 lançaram a sua primeira mixtape, “No Label”, e um ano depois chegaram aos ouvidos de uma multidão graças ao single “Versace”, que viria a ser um dos temas desse ano, ao ponto de ganhar um remix de Drake. Depois de “No Label II”, a segunda mixtape, chegava a altura de se estrearem em disco, com “Yung Rich Nation”, um registo muito bem recebido, tanto pelo público, como pela crítica. E, nesse mesmo ano de 2015, os Migos destacaram-se com o single “Look at My Dab”, um autêntico fenómeno de dança que rapidamente se tornou viral em todo o mundo. Apesar do sucesso, o trio manteve a ambição e começou a preparar uma trilogia. A primeira parte de “Culture” saiu em 2017 e logo alcançou o primeiro lugar na tabela Billboard 200. O sucesso não foi apenas comercial: o disco também lhes valeu a nomeação para um Grammy. “Culture II” viu a luz do dia em 2018.

O disco conta com as colaborações de nomes tão relevantes como Pharrell Williams, Zaytoven, Murda Beatz, Metro Boomin e até Kanye West. As mulheres, as drogas e a fama continuam a ser alguns dos temas deste disco. “Supastars” e “Stir Fry” são alguns dos temas mais fortes do álbum, capazes de tornarem hits à escala mundial – ou seja, estas canções não vão ser estranhas a quem marcará presença frente ao Palco Super Bock, no dia 20 de julho deste ano.

Disclosure – 01:15 – Palco Super Bock

Quando se fala de música house feita na última década, tem de se falar obrigatoriamente de Howard e Guy Lawrence, os irmãos responsáveis pela assinatura Disclosure. Com pais músicos, os dois irmãos aprenderam a tocar baixo e bateria, mas rapidamente se enamoraram por elementos mais eletrónicos e por ritmos como o funk, o hip hop ou o dubstep, influências que viriam a complementar com o estudo de compositores clássicos como Bach ou Claude Debussy. O primeiro single da dupla, “Offline Dexterity”, foi lançado em 2010. E, depois da assinatura pela PMR, saíram mais dois singles que colocaram os Disclosure no mapa da música de dança: “Carnival / I Love… That You Know” e “Tenderly / Flow”. 2012 foi o ano do primeiro EP, “The Face”, marcado pelo popular remix de “Running”, de Jessie Ware. Apesar destes sucessos, o primeiro grande hit da dupla foi mesmo “Latch”, com a voz de Sam Smith, de pois do qual o terreno estava mais do que preparado para o lançamento do primeiro disco. “Settle”, editado em 2013, foi um tremendo sucesso junto do público e da crítica (9.1 na Pitchfork!). “Caracal”, editado em 2015, seguiu a mesma tendência de sucesso. Este segundo registo do duo contou com as participações de Sam Smith, Lorde, Gregory Porter, Lion Babe, The Weeknd, Miguel, entre outros, e teve singles do calibre de “Omen”, “Holding On” ou “Jaded”. Influenciados por nomes como Joy Orbison, James Blake, Burial ou Mount Kimbie, o sucesso dos Disclosure está ligado a uma rara sensibilidade para ler cada pista de dança, usando um conhecimento quase enciclopédico da história da música eletrónica. Assim, cada set dos Disclosure não é apenas uma celebração da vida e das múltiplas cores, mas também de toda uma cultura – aqui há espaço para Chicago House, Detroit Techno, UK Garage ou 2-Step Garage… Depois de uma breve paragem, os Disclosure atacaram o ano de 2018 com o lançamento de singles como “Ultimatum” ou “Moonlight”. E esta boa forma vai mostrar-se também no DJ Set que estão a preparar para o Palco Super Bock, no dia 20 de julho de 2019, na próxima edição do Super Bock Super Rock.

Caso não concorde com estas nossas escolhas, existem muitas outras opções. Pode também fazer o seu planeamento, seguindo os horários oficiais do festival e as opções de transporte que o festival oferece nesta edição:

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