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Rescaldo: Velhos conhecidos valem 3 pontos

Na antevisão foi afiançado que este jogo decorreria numa linha ténue e o seu resultado também definiria algumas coisas. O Belenenses foi mais eficaz e venceu o Estoril (2-1), num jogo que ficou marcado por duas partes distintas e por dois jogadores muito queridos pelos adeptos a fazerem a diferença.


Domingos voltou a repetir o 4-3-3, com a única alteração a ser a entrada de André Sousa pelo lesionado Yebda. Os primeiros 45 minutos foram penosos para a equipa azul. Um Estoril afoito, destemido e com muita bola pautava o ritmo de um jogo que não estava favorável para os da casa. Com uma linha defensiva demasiado recuada e com um meio-campo pouco pressionante e combativo, os canarinhos tinham todo o espaço e tempo para pensar e repensar o seu jogo, bem como delinear jogadas e causar perigo para a baliza de Muriel. Um Belenenses encostado às cordas que, ainda assim, atirou duas bolas aos ferros, primeiro num cabeceamento de Gonçalo Silva e depois, após um livre estudado, Maurides atirou ao poste completamente isolado e sem ninguém na baliza. Do lado visitante e apesar da contrariedade que fez o lateral Abner sair logo nos primeiros minutos, a equipa comandada por Pedro Emanuel mostrou bons pormenores e alguma maturidade defensiva. Faltou mais acutilância na hora de se acercarem da baliza. Último apontamento para a péssima transição ofensiva do Belenenses, que se baseava em pontapés para a frente, com muito pouca bola no chão e pouco jogo interior (Bouba Saré não foi o tampão que se necessitava e também não era capaz de construir a partir de trás). Chaby, quase não teve bola no pé como tanto gosta e acabou substituído aos 42 minutos, entrou Benny para o seu lugar – parecia lesionado o número 94 dos azuis. Uma primeira parte muito pouco conseguida do emblema da Cruz de Cristo, com um Estoril mais capaz e determinado em mudar o rumo do jogo.

A 2ª parte começou de outra forma. A linha avançada do Belenenses já pressionava a saída de bola do adversário e havia uma maior acutilância na hora de defender, não permitindo tantas veleidades aos canarinhos. Porém, foi aos 71 minutos que tudo mudou. Tiago Caeiro entrou por André Geraldes e, o talismã do Restelo, acabaria por ser fulcral no desfecho do encontro. Dois minutos volvidos, aos 73′, depois de um bom passe de Florent, o homem-golo do Belenenses, após um bom trabalho individual, acabaria por marcar. Estava desfeito o nulo e os azuis mostravam-se mais capazes e com critério do que na 1ª parte. O Estoril, por sua vez, estava de cabeça perdida e isso viu-se com as inúmeras faltas sem sentido, a agressividade de Kléber – que devia ter sido expulso – e a expulsão de Allano aos 79 minutos. Quem não se fez rogado com tanta desorientação, foi outro dos homens mais queridos dos adeptos e com mais anos de casa: André Sousa. Após um erro de Moreira, que saiu à bola fora de tempo, o 8 azul – num bom remate de fora da área – acabou por fazer o 2-0 aos 84′. O resultado estava feito e os três pontos pareciam não fugir do Restelo. No entanto, ainda deu para Miguel Rosa voltar aos relvados 5 meses depois e fazer o 100º jogo na Liga com a Cruz de Cristo ao peito. Aos 90’+4, novas veleidades defensivas e Kléber, desta vez, a não perdoar e a fazer o 2-1 final.

O Belenenses voltou a não perder em casa – este ano, para a Liga, tem 7 pontos em 9 possíveis – e a respirar de forma mais desafogada. Todavia, não foi uma exibição bem conseguida, que apenas foi salva pela prata da casa e por uma 2ª parte menos má do que a 1ª. Para a história ficam os 3 pontos e o 100º jogo de Miguel Rosa com a camisola dos azuis.