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Rescaldo: O único três que faltou, foi mesmo nos pontos.

Belenenses e Rio Ave, duas das equipas que em melhor forma se apresentaram na última época, abriram assim as hostilidades de sábado no Estádio do Restelo. Num fim de tarde solarengo, o jogo esteve emoção constante e resultados que foram, esses sim, sol de pouca dura. O resultado final cifrou-se nos 3-3, números muito mais penalizantes para o Belenenses que esteve a ganhar 3-1, antes da remontada dos vilacondenses.


O jogo começou com um Belenenses muito forte a procurar muito as sobreposições laterais, através do “overlapping” dos defesas. Boas combinações entre os médios e os extremos, com Sturgeon a ser muito mais solicitado que Dálcio.  No entanto, o golo do Rio Ave viria a surgir quando ninguém o faira prever. À passagem do 27 minuto, Bressan, após recarga a um remate de Tarantini, introduziu a bola na baliza e deixou os visitantes na frente. Culpas no cartório para Ventura, que não segurou a bola após um remate inofensivo do médio do Rio Ave. Até ao fim da 1ª parte, o Belenenses carregou o seu oponente. Mais uma vez o meio-campo a ter um papel preponderante na construção de inúmeras jogadas perigosas e Sturgeon a ser o único da frente que estava a causar mossa. Quem espera, sempre alcança, e assim foi. Ao minuto 44, na sequência de um livre cobrado eximiamente por Carlos Martins, o capitão de equipa, Gonçalo Brandão, num forte golpe de cabeça, levou o Belenenses mais tranquilo para o intervalo.

No inicio da 2ª parte, foi visível que os azuis vinham com outra vontade, com um ânimo diferente, em virtude da confiança dada pelo resultado ao cair do pano do intervalo. Com a entrada de Miguel Rosa, para o lugar do apagado Dálcio, tudo mudou. O Belenenses viria a marcar o segundo na sequência de um canto e de uma fantástica cabeçada de Ruben Pinto, e viria a chegar ao terceiro, quatro minutos depois através de um penalty cometido sobre Camará aos 58 minutos e convertido por Carlos Martins aos 59. A partir deste golo o Belenenses não baixou os braços, continuou à procura de mais um golo e assumiu por completo as despesas do jogo. Isto até aos 70 minutos. A partir daí, o rumo do jogo alterou-se. O Rio Ave marcou um golo – com muita, muita, muita sorte, diga-se -, aos 74 minutos, através de uma infelicidade de Gonçalo Brandão e viria a pressionar o Belenenses até ao fim do jogo. A entrada de jogadores como Héldon; Ukra e Guedes, foi fundamental para este pressing final da equipa vilacondense. A equipa da casa já estava sem forças anímicas para continuar, mas mesmo assim ainda foi batalhando, até que, aos 82 minutos, Guedes viria a lançar um balde de água fria sobre as bancadas do Restelo e a estabelecer o resultado final. Até ao fim do jogo, ambas as equipas ainda tiveram golos anulados e oportunidades soberanas para levar de vencida o embate e alcançar os 3 pontos.

Em suma, são 2 pontos perdidos. Uma equipa que está a ganhar 3-1, nunca se pode deixar cair desta forma. Várias desatenções e jogadores ainda fora de forma, ditaram o rumo do jogo. Um jogo diversos lances de qualidade, perigo e emoção. A qualidade das equipas ficou bem explícita, sob a égide do número 3. Só faltaram mesmo os 3… pontos!

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