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Rescaldo: A injustiça foi a palavra de ordem

O Belenenses foi derrotado no seu reduto pelo F.C. Porto por duas bolas a uma. Num jogo que teve duas partes distintas, os pupilos de Julio Velázquez saem do encontro com o sentimento de injustiça no rosto e com a certeza de que, se a exibição do segundo tempo se repetir, resultados positivos surgirão.

O Belenenses apresentou-se com uma dupla de centrais diferente da habitual, em virtude da lesão de Gonçalo Brandão e da suspensão de Rafael Amorim. O jogo começou logo mal com os dragões a chegarem com muito perigo da baliza de Ventura. A defesas improvisada dos da casa tremia que nem varas verdes sempre que os extremos portistas imprimiam alguma velocidade. Ao nono minuto, após falha defensiva e um bom trabalho de Suk, Brahimi inaugurou o marcador. O Belenenses não estava a conseguir por em prática a sua circulação de bola assente numa forte presença na zona intermédia. Tudo isso se reflectia nos passes errados e na dificuldade em criar oportunidades de golo. A vantagem portista viria a ganhar mais expressão quando o central azul, Tonel, completamente sozinho, cabeceia a bola para dentro da baliza. Mais um erro do experiente central que está a ter uma época para esquecer. Aos 19 minutos, já estava 0-2. A supremacia portista durou mais 15 minutos, sensivelmente. A partir dos 35 minutos, o Belenenses começou a encostar o Porto às cordas e Carlos Martins viria mesmo a atirar um livre ao poste, já perto do intervalo. O meio-campo dos lisboetas começou a carburar e Bakic e Martins assumiam as despesas ofensivas da equipa, com Juanto muito activo e trabalhador na frente.

No regresso dos balneários, Julio Velázquez deve ter sido muito duro nas palavras, porque os jogadores voltaram com uma atitude completamente diferente. Uma dinâmica ofensiva completamente avassaladora, uma circulação de bola com critério, muita qualidade no passe e várias jogadas perigosas foram-se desenhando para a baliza de Casillas. Juanto marcou aos 60 minutos, mas Miguel Rosa, Geraldes e Bakic podiam ter dado o empate aos homens da casa. Um Porto completamente encostado às cordas, a queimar tempo, sem ideias e subjugado pela velocidade criativa dos homens do meio-campo azul. O overlapping dos laterais foi essencial para a superioridade ofensiva criada durante toda a segunda parte. Um jogo fenomenal dos rapazes da cruz de cristo que só não empataram por manifesta falta de sorte e uns primeiros 35 minutos para esquecer.

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