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Rescaldo: 45 minutos brilhantes, deixam água na boca

O Belenenses foi ontem a Vila do Conde empatar a uma bola, em jogo a contar para a 2ª Jornada da Taça da Liga. Os azuis começaram a perder logo no início da 2ª parte, porém, já perto do fim, restabeleceram a igualdade no marcador num golaço de Tiago Silva. Um resultado que se acaba por ajustar face à prestação da equipa lisboeta na 1ª parte e ao domínio vilacondense no segundo tempo.

Julio Velázquez foi a Vila do Conde demonstrar claramente que a Taça da Liga não era a prioridade do clube. Um jogo que serviu essencialmente para experimentar novos esquemas tácticos e novos jogadores. O onze azul apresentava diversas mudanças, sendo as de destaque os quatro reforços(Rafael Amorim, Tiago Almeida, Bakic e Ortuño) e o facto de Fábio Nunes jogar a defesa-esquerdo. O primeiro tempo só teve um sentido e só uma equipa procurou jogar à bola; essa equipa foi o Belenenses. Muita posse de bola, muita certeza no passe, várias triangulações interessantes, uma boa progressão com bola e uma pressão constante que impedia que os laterais muito subidos fossem alvo de dificuldades defensivas. Uns 45 minutos de excelência que se reflectiam na qualidade do tratamento da bola e nas estatísticas, que foram avassaladoras. Os próprios reforços demonstraram-se confiantes e capazes de cumprir o que lhes foi pedido, um claro sinal de que podem ser mais-valias no plantel. Bakic pela condução de bola e as transições ofensivas e Ortuño pela movimentação entre-linhas e o apoio frontal, foram os jogadores novos mais em foco. O Belenenses não causava muito perigo em termos de oportunidades de golo, mas o que se via em campo, era bom e com chancela de qualidade. O 0-0 não se ajustava, visto que o Rio Ave ficou a ver jogar.

No reatar da partida, Pedro Martins foi muito inteligente e mudou o jogo por completo. A entrada de Kayembe – o melhor do Rio Ave – veio alterar as dinâmicas defensivas e a pressão sobre o último terço imposta pelos homens da casa. Do lado azul, Velázquez deu descanso a Sturgeon e fez entrar Miguel Rosa – outra vez – para uma posição muito adiantada do terreno. O Rio Ave começou a pressionar a saída de bola do Belenenses, aliando a isso um Krovinovic no meio e um Kayembe endiabrado frente a um adaptado Fábio Nunes. As dificuldades de assentar jogo por parte dos forasteiros eram claras.  Muitos passes errados, muita insegurança defensiva e más marcações, resultaram no primeiro golo do jogo apontado por Krovinovic. Depois do golo, o Belenenses passou a tentar chegar à baliza dos vilacondenses, porém, sem muito sucesso. Entrou André Sousa e a saída de bola passou a ter mais critério, bem como a presença de mais um homem em posição frontal à baliza e com um bom remate, que foi crucial na tentativa de equilíbrio dos acontecimentos. Claro que num bom jogo tem de existir sempre um factor “externo” a estragá-lo, como tal, Soares Dias teve de fazer o jeito. A arbitragem do árbitro internacional, foi para lá de desastrosas. A falta assinalada a Fábio Nunes sobre Kayembe e a expulsão de Ricardo Dias, deveriam entrar directamente para os “apanhados”, de tão graves que foram. Erros indesculpáveis – além de dificilmente compreensíveis – de um árbitro internacional e com uma carreira recheada. Mau demais para ser verdade. No entanto, o Belenenses não se vergou e, já perto do fim, Tiago Silva ainda muito longe da baliza, encheu o pé, não pediu licença e atirou a contar. Golaço a marcar uma exibição colectiva francamente abaixo na 2ª parte. Para ver fica a brilhante actuação da equipa nos primeiros 45 minutos, algo que deixou, certamente, muitos adeptos azuis com água na boca.

Agora é tempo de voltar a centrar atenções no que realmente interessa, ou seja, a Liga NOS. No Domingo há um jogo fulcral nas contas azuis que terá de ser bem gerido se se quiser ficar com os 3 pontos.

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