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Predator: Hunting Grounds (Playstation 4) | Análise Gaming

Disponível para: PS4 e PC

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Predator: Hunting Grounds é a nova incursão da Illfonic em jogos multiplayer assimétricos depois de Friday The 13th: The Game. Será que acertaram em cheio? Saiba aqui a nossa opinião.

Depois do sucesso Friday The 13th: The Game, a Illfonic fechou um acordo com a Sony Interactive Entertainment para realizar uma adaptação do universo Predator em exclusivo para a Playstation 4 e PC. A ideia seria pegar no ambiente que todos conhecemos dos filmes, no Predator e em soldados de forças especiais e transformar isso tudo num jogo multiplayer assimétrico, como se duma Bimby falássemos.

Predator: Hunting Grounds foi o resultado que obtivemos nesta mistura, e o resultado deixa a desejar, mas Predator: Hunting Grounds consegue também cumprir com aquilo que se propõe. Confusos com esta dicotomia? Acredito que no final de lerem estas palavras perceberão melhor a ideia que tento transmitir.

Em Predator: Hunting Grounds não existe um modo história, ou algum modo que nos faça recrear cenas dos filmes originais. Neste jogo só há espaço para aventuras multiplayer rápidas em que podemos ser ou o famoso Predator ou ser um dos 4 soldados especiais que tentam levar a cabo diversas missões. Se em Friday The 13th: The Game controlar Jason Voorhees era divertido mas não se sentia uma grande discrepância entre jogar como Jason ou como qualquer outra das personagens, em Predator: Hunting Grounds a história é diferente.

Depois de experimentarmos jogar como Predator, é difícil voltar a querer jogar como um soldado, como se o jogo fosse um FPS mediano, porque é com o Predator que o jogo se destaca. Podemos correr numa velocidade estonteante, saltar pelas árvores, disparar feixes de laser contra os soldados, arrancar-lhes o escalpe, e por aí adiante. Tudo isto em que a nossa única missão é apenas uma: não deixar ninguém escapar com vida.

Se formos um dos membros de uma equipa de combate de elite o nosso objectivo passa por realizar operações paramilitares e escapar com vida, dos inimigos existentes nas bases que invadimos e do Predator. As missões são repetitivas e pouco interessantes, acabando por redundar maioritariamente a missões de recolha de informação e pouco mais. E enquanto as fazemos temos muitas vezes de enfrentar inimigos em sequências de FPS a roçarem a mediania, pois o combate não é divertido, os inimigos têm movimentos demasiado mecânicos e a má draw distance e a componente visual datada do jogo deixa-nos a pensar se os inimigos estão por perto ou não.

Portanto parece evidente qual a melhor forma de jogar, mas não é fácil jogar como Predator. Não porque seja difícil de controlar, mas sim porque é penoso esperar para conseguirmos entrar numa sessão como Predator. E isto acontece devido à premissa inicial do jogo. Se é mais divertido e original jogar como Predator, maior parte dos jogadores irá escolher essa opção, mas em cada sessão só pode haver um Predator para quatro soldados. Isso acaba por congestionar as filas de jogadores no online e a equipa promete estar a trabalhar nisso.

O que acontece invariavelmente é acabarmos por jogar a maior parte dos jogos como soldado. Consegue ser divertido? Sim consegue, mas acaba por depender de muitos mais factores, como os colegas de equipa. Enquanto somos Predator, jogamos ao nosso ritmo e vamos despachando inimigos como queremos, como membro da equipa de combate de elite isso já não é possível. Mas é possível conseguir combinar estratégias de jogabilidade para conseguir ludibriar o Predator, e aí sim o jogo brilha. 

Conseguir ir realizando as missões que nos são atribuídas enquanto o Predator anda à nossa procura é entusiasmante, devido ao risco que sabemos que corremos caso o Predator nos encontre. Para tal acontecer, deve-se jogar comunicando com os colegas de equipa para evitar tiroteios desnecessários com NPC que chamem a atenção, apanhar “banhos” de lama para que o Predator não consiga ver através da sua visão, e controlar os ritmos de jogo. Devido à natureza overpowered do Predator, é importante criar estratégias e jogar em equipa. Caso ele nos encontre, também se consegue derrotá-lo, mas nunca com cada soldado para o seu lado, terá sempre de ser em equipa.

Como as sessões de jogo são rápidas (de 15 minutos cada) o jogo não sofre de períodos calmos, sendo suficiente para todas as missões que temos para realizar. O que ajuda a manter-nos ligados a um loop de jogo, já que fora destas sessões não existe variedade de modos de jogo. Ou seja, ou jogamos o modo principal, ou nada feito.

Arnold Schwarzenegger será uma personagem jogável Predator: Hunting Grounds

 

A Illfonic tem preparado para os próximos meses várias actualizações e DLC para o jogo, em que o primeiro será Dutch, a icónica personagem de Arnold Schwarzenegger. Esperemos que possam introduzir novos modos e novas maneiras de jogar. Até porque este jogo para se manter relevante nas sessões com amigos (onde realmente brilha e é divertido) precisa desse novo conteúdo, e principalmente de ter o crossplay a funcionar. Sempre que tentámos jogar PS4-PC numa party, isso não foi possível.

Predator: Hunting Grounds sofre com alguns problemas tanto técnicos como conceptuais, mas em condições ideais consegue oferecer grandes períodos de diversão. Se a Illfonic conseguir nos próximos meses esbater alguns dos problemas que o jogo demonstra (grafismo algo datado, tempos de espera por jogo longos se não tivermos em party, falta de conteúdo), têm aqui uma base interessante e que nos poderão fazer regressar (“I’ll be Back”) invés de fugir rapidamente para o helicóptero (“Get to the Choppa!”). 

 

Predator: Hunting Grounds (Playstation 4) | Análise Gaming
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Predator: Hunting Grounds é a nova incursão da Illfonic em jogos multiplayer assimétricos depois de Friday The 13th: The Game

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2.5
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