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RÂGUEBI: «Meia surpresa? Não para mim!…» ? FRANCISCO BORGES

By [email protected] (crónicas azuis)

Na corrida e com sede de títulos, assim se assumem os homens de Belém

Poucas vezes será tão genuíno apelidar de treinador da casa ao percurso do atual head coach dos seniores e sub-23 do Belenenses. Nascido no bairro do Restelo há 52 anos, 19 anos depois de pendurar as botas como 3.* linha, e após muitas épocas como atleta e treinador de serviço, fez renascer a candidatura azul ao título.

A presença do Belenenses na meia-final da Divisão de Honra constituiu, de alguma forma, surpresa, tendo em conta os percalços da época, ou foi o cumprir de um objetivo?

— No horizonte esteve sempre chegarmos ao play off ao apre sentarmos a nossa melhor equipa, pela primeira vez esta época, a vitória do último sábado sobre Agronomia só foi surpresa para eles, não para mim. Chegamos fortes e motivados à meia-final do próximo sábado, mas passámos um mau bocado no arranque e a meio da época.

— Com os olhos na final?

— Porque não? Agora é jogo a jogo e tudo é possível, sendo certo que vamos defrontar uma equipa como o Direito, muito experiente neste tipo de jogos. O foco do grupo é ir para ganhar e talvez nós tenhamos mais sede de vitórias e de títulos do que eles.

— Ainda assim com um grupo marcado por saídas de jogadores, lesões e apostas nos jovens…

— Até aqui utilizei 42 jogadores, muitos deles sub-23, e outros com 19 anos numa média de oito a nove na equipa sénior titular, depois da dispensa dos internacionais e ainda as lesões. Do ano anterior saíram sete titulares — os irmãos Mateus, o Melim e o Luís Silva para o Caldas, entre outros — e acabámos por perder jogos, como em Coimbra, onde em comparação com o quinze que venceu na Tapada, alinhámos com menos 11 jogadores!…

Com apenas quatro pilares para as duas equipas, os alarmes soaram em novembro?

— A SAD do Belenenses, percebendo o que se estava a passar e ciente de que o râguebi é das poucas modalidades coletivas que tem dado títulos ao clube, perguntou — nos o que precisávamos e assim foi possível contratar três estrangeiros. Dois sul-africanos (pilar e 2* linha), mais o William Hafu, que já tinha jogado pelo clube, estreando–os no início de dezembro.

Mas ainda houve um outro fator decisivo?

— Sim. A junção dos seniores com os sub-23 no treino, sob a minha orientação, veio a dar frutos. Houve mais critério na escolha dos jovens para os seniores e eles percebe-ram que serão os joga -dores do futuro.

O que pensa da chamada de jogadores às seleções?

— Cem por cento a favor. Até incentivo os meus jogadores a irem. Mas creio estarmos em demasiadas frentes esta época, mais os jogos dos Lusitanos… Não temos atletas que cheguem. Veja se o desgaste físico da Seleção de sevens nos dois últimos torneios. Não de vemos apresentar-nos daquela maneira e se calhar nem merecíamos a manutenção. Para o ano tem de mudar. Até percebo o projeto da Federação na fidelização

que valor para os contratos? Não será muito…

— de um grupo de 15 ou 20 jogadores aos sevens, mas os clubes estão em desvantagem. Afinal os atletas deixam de ir aos clubes. Compreendo que ir aos torneios do Dubai ou Hong-Kong seja mais apelativo do que jogar pelo clube em Arcos de Valdevez. Mas estamos a falar de jovens que estudam e cujos pais, porventura, pensarão duas vezes. Há vários casos em que os cursos ficaram para trás e o râguebi ainda é amador…

por ANTÔNIO AGUILAR

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Fonte:: Crónicas Azuis

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