em , , , ,

MEO Marés Vivas: Último dia e balanço da edição de 2018

Foi no passado domingo que nos despedimos de mais uma edição do MEO Marés Vivas, com um ambiente dedicado ao pop, numa noite de emoções fortes desde o inicio ao fim. A noite começou com LP no Palco MEO, abrindo espaço para a voz soul de Joss Stone e para a sensualidade de Rita Ora e terminou com a atuação dos D.A.M.A.

Foi no passado domingo que nos despedimos de mais uma edição do MEO Marés Vivas, com um ambiente dedicado ao pop, numa noite de emoções fortes desde o inicio ao fim. A noite começou com LP no Palco MEO, abrindo espaço para a voz soul de Joss Stone e para a sensualidade de Rita Ora e terminou com a atuação dos D.A.M.A.

Começamos a tarde a ouvir o concerto de Janeiro, que nos presenteou com um concerto simples e agradável, mantendo a sua reputação da corrida à Eurovisão. Tivemos direito a ouvir um dueto de duas canções com Tiago Nacarato. Seguiu-se Sea, que cantou músicas que apesar de não serem dela foram do completo agrado do público assíduo e interessado, maioritariamente constituído por adolescentes.

Chegou a vez de Bárbara Bandeira, que cantou os temas mais conhecidos, tendo sido “A Última Carta” o que mais se destacou. No entanto a audiência foi mais uma vez constituída por um público jovem que marcou presença em peso neste último dia de festival.

O Palco MEO abriu com LP, que nos deu a conhecer a sua voz potente misturada com uma presença simples mas altamente dinâmica em palco. O seu concerto abriu as festividades do dia, enquanto alternava entre ukelele, pandeireta e harmônica, provando também que o assobio é tão potente como os seus agudos. Foi com “Lost On You” que encerrou o concerto e contou com a ajuda do público que vibrou ao máximo com o momento.

Entretanto chegou a vez de Joss Stone, que para muitos foi o concerto da noite e para outros foi uma pequena desilusão. Joss entrou no palco com a sua habitual descontração, descalça e de vestido, deixando transparecer as suas boas energias, foi cantando e falando com o público, descrevendo cada música antes de a cantar, para nos fazer navegar para longe e sentir a música como ela o faz. No entanto, apesar de achar que foi um dos melhores concertos do festival, ficou um pouco aquém daquilo que esperava, apesar de não ser a fã mais conhecedora de todos os seus singles, conheço bastantes e durante todo o concerto só fui capaz de reconhecer dois, em que apenas um foi reconhecido pelo público em geral.

Apesar de ter sido um grande concerto por parte de Joss, admito que o publico queria ouvir os grandes sucessos como “Super Duper Love“, “Right To Be Wrong” ou “You Had Me” e talvez tenha sido esse o grande motivo para a desilusão de muitos.

Seguiu-se Rita Ora, que apesar de atrasada contou com a maior audiência da noite, compensando o atraso com o show de sensualidade e boa música. O concerto foi mais ao menos previsível na medida em que todas as músicas cantadas eram conhecidas pelo público, que cantou e dançou do inicio até ao fim, sem dar tréguas ao vento, cansaço, lama ou até mesmo o desnível do relvado.

Podemos ver um pequeno tributo a Avicii, ouvir musicas como “Your Song“, “Anywhere“, “Body on Me” e ainda tivemos um momento surpreendente em que um fã pediu a Rita para cantar e a cantora fez lhe a vontade. A voz dele surpreendeu tudo e todos, incluindo a cantora, que o abraçou no fim. Apesar de tudo foi o concerto da noite para quase todos os presentes, que depressa se apressaram a abandonar o recinto quando chegou ao fim do concerto.

Chegou a vez dos D.A.M.A. que também se atrasaram a entrar no palco mas que foram recebidos por um público jovem e altamente recetivo, que cantou e dançou sem pensar no dia seguinte. Foi um concerto também um pouco previsível e do agrado de todos os fãs que aguardaram ansiosamente durante horas para ver a banda portuguesa atuar e a fechar as festividades da edição deste ano.

Em suma, foi um excelente dia de boa música e bom ambiente, no entanto, devido à proximidade com o mar, o frio fez se sentir durante a noite, tornando a experiência um pouco desagradável para os festivaleiros que não contavam com isso, uma vez que o dia foi quente. LP surpreendeu todos com a sua atitude simples em palco, Joss Stone dançou e cantou fazendo-nos viajar nas profundezas da música, Rita Ora deu-nos uma lição de sensualidade enquanto projetava a sua voz e dançava sem parar, os D.A.M.A fizeram alegria e a tristeza de todos, por termos chegado ao fim de mais uma edição.

O MEO Marés Vivas regressa em 2019, mas em lugar desconhecido, segundo a PEV Entertainment (responsável pelo festival), o evento ocorrerá entre os dias 18 e 21 de Julho, em Gaia e junto ao mar, mas num local a confirmar.

Lembramos que a edição deste ano teve lugar na Antiga Seca do Bacalhau, em Canidelo, para aumentar o número de visitantes e também a oferta dentro do Festival. No entanto, o local não foi o mais feliz, uma vez que o frio e o vento que se fez sentir no último dia tornou a experiência um pouco desagradável para os festivaleiros.

Quanto à afluência deste ano, segundo a PEV, cerca de 100 mil pessoas passaram pelo Festival, sendo que o dia de David Guetta e Kodaline esgotou antecipadamente, por outro lado, o primeiro dia, de Jamiroquai esgotou no próprio dia.

Ficaremos então aguardar novidades daquele que é um dos maiores festivais de música a ter lugar no Norte do País e que consegue sempre surpreender os festivaleiros com um cartaz recheado de grandes nomes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Hat Weekend tem regresso marcado

Hat Weekend tem regresso marcado, a São João da Madeira em 2019

Fadista Cláudia Picado grava com Músicos Palestinianos em Israel

Fadista Cláudia Picado grava com Músicos Palestinianos em Israel