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Estarão as redes sociais a fazer-nos verdadeiramente felizes?

Alan Schaff, CEO da Imgur, partilha a sua perspetiva sobre o impacto das redes sociais nos seus utilizadores.

Nos últimos 5 anos, as plataformas de social media têm conseguido fazer com que os seus utilizadores se sintam cada vez pior com as suas próprias vidas. Isto acontece porque ao procurar publicações de amigos ou celebridades percecionam uma crescente sensação de inveja e outros sentimentos negativos. Neste processo é importante que se perceba que os momentos partilhados muitas vezes não passam de marketing individual altamente curado e pouco autêntico.


Alan Schaaf, fundador da Imgur, considera que esta realidade representa “um mal para a humanidade”, trazendo uma experiência online bastante negativa. A Imgur trata-se de uma plataforma de agregação e partilha de imagens, com foco no entretenimento e comédia. Alan Schaaf posiciona a Imgur como sendo uma das soluções para os problemas apresentados relativamente às redes sociais, pois considera que o importante será trazer as pessoas para fora dos seus círculos, promover a descoberta de novas experiências e fazer pausas dirigidas ao divertimento próprio.

Mas como é que a empresa garante que o mesmo negativismo não se propague também no seu contexto? Alan Schaaf explica que existe um conjunto de regras a ser aceites pelos utilizadores que impede que a plataforma seja de “free-speach”, não havendo espaço para partilha de preferências pessoais raciais ou étnicas por exemplo, e assim evitar que se espalhem mensagens de ódio ou repulsa, como é possível ver a acontecer em plataformas como o Twitter ou o Facebook. No entanto, também considera que estas regras vão de encontro aos próprios valores da Imgur, que assentam em pilares como a transparência e o respeito, e como tal não podem ser transpostos para outras plataformas de um modo linear.

Quando questionado acerca do futuro das redes sociais, Alan Schaaf considera que estamos a entrar numa era de desconexão, em que o importante será criar momentos para a distracção e entretenimento, sem seguir perfis das nossas redes de contacto ou de conhecimento público. Acrescenta ainda que os empreendedores terão a capacidade de inovar dentro deste ecossistema, criando soluções capazes de competir com o que actualmente é fornecido ao público e criar novas experiências de utilização.

Perspectiva-se assim um futuro favorável cujo objectivo será “trazer o positivismo de volta à Internet”, promovendo também a autenticidade e transparência neste contexto digital.

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