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Crítica: “Dark”, a nova série de fantasia e mistério da Netflix

de Baran bo Odar

Depois do enorme sucesso de “Stranger Things” e do fim da segunda temporada da série, os fãs ansiavam uma sucessora que os cativasse. É então que surge a série “Dark“, que foi disponibilizada na Netflix na sexta-feira passada, dia 1 de Dezembro.

Dark” conta com uma temporada composta por dez episódios, todos disponíveis, de cerca de 1h cada um. É alemã, por isso o elenco não é conhecido, é misteriosa e como o nome indica, negra.

Depois de ver “Stranger Things” é difícil arranjar um sucessor que seja tão bom, surpreendentemente, “Dark” é um merecido sucessor. A série é capaz de nos fazer ficar colados logo no primeiro episódio e conseguimos encontrar algumas parecenças com “Stranger Things“, mas vai muito além disso.

Começando pelo inicio, a série é passada numa pequena cidade, chamada Winden, onde nunca se passa nada (e temos aqui a primeira semelhança com “Stranger Things“), os actores são jovens e a acção centra-se maioritariamente neles (outra semelhança) e desaparecem crianças sem deixarem para trás qualquer rasto (mais uma semelhança).

As semelhanças terminam aqui e é a partir daí que as duas séries se separam e pertencem a dois “universos” diferentes. “Dark” é mais negra, mais difícil de compreender, completamente imprevisível, já que cada vez que pensamos que conseguimos perceber o que se está a passar, acontece algo e voltamos à estaca zero.

O factor chave da série é o tempo, o passado, o presente e o futuro. A série começa em 2019, mas volta muitas vezes ao passado e os fenómenos ocorrem de 33 em 33 anos, havendo um padrão temporal ao longo da série. Temos como em todas as séries ou filmes, um vilão, só que aqui não chegamos a perceber quem é vilão e as razões que o fazem ser assim.

É sem dúvida uma fantástica série, o facto de não ser previsível, torna-a muito cativante e faz-nos ficar colados ao ecrã durante todo o episódio para que não nos falhe qualquer detalhe, uma vez que qualquer pequena coisa faz diferença na série.

As personagens estão fantásticas, a forma como conhecemos a história de cada uma e vemos o passado e o presente delas é super interessante e cada vez que a série se vai desenrolando são nos apresentados mais e mais detalhes de cada uma, do que fizeram no passado e do que fazem no presente, mostram-nos como as nossas acções no passado influenciam a nossa personalidade no futuro.

Qualquer pequena coisa que se faça, por mais pequena que pareça ser, tem uma finalidade e não há nada que aconteça em vão. Vemos muito isso ao longo da temporada, num episódio começamos a conhecer uma personagem e chegamos ao fim a ver como é que o tempo a influenciou e a tornou aquilo que ela é no momento “real” da série, que é em 2019.

Para quem procura uma série cativante, misteriosa, que não nos permite saber o que vai acontecer e o que podemos esperar, “Dark” é a escolha ideal. O facto de ser em alemão torna-a ainda mais fria, negra e cativante, o que acaba por ser outro ponto positivo. É sem dúvida a escolha ideal para todos aqueles que procuram uma nova série a ver.

Caso estejam curiosos podem ler mais sobre a série aqui e podem ver o trailer oficial da Netflix abaixo. Para quem já viu, o que achou?

90%
Espetacular

"Dark" a nova série misteriosa da Netflix, que promete dar que falar

Em 2019, o desaparecimento de um rapaz deixa aterrorizados os habitantes de Winden, uma pequena cidade alemã com uma história estranha e trágica.
  • Márcia Brilhante

One Response

  1. José Oliveira 6 Dez, 2017, 22:46

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