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O MEO Marés Vivas terminou com uma noite memorável

O Festival terminou ontem, dia 16/07

Ao fim de três dias, o Festival MEO Marés Vivas chegou ao fim, numa noite memorável, com 4 grandes concertos, que levaram 25.000 pessoas ao Cabedelo em Gaia.

Foi o dia que começou mais tarde no palco MEO Marés Vivas e se no dia anterior, sábado, já se tinha sentido dificuldades para o acesso e para jantar, ontem conseguiu ser ainda pior. A fila começou logo no momento das inspeções e continuou até à entrada do público geral. A bancada MEO estava mais cheia do que nos outros dias, as pessoas sentadas a guardarem os melhores lugares sentados. Na zona VIP a situação era semelhante, mas as pessoas estavam em pé junto às grades para garantir a melhor vista possível. Já no resto do recinto, enquanto Joe Sumner tocava com um bonito pôr-do-sol como pano de fundo, começava-se a notar um aglomerar de pessoas, que tentavam os lugares mais próximos dos ecrãs e do palco para quando chegasse o grande momento da noite, o concerto de Sting.

Para jantar, as filas eram infindáveis, as pessoas quase que se atropelavam enquanto tentavam a todo custo passar à frente umas das outras. Nas bebidas o cenário era idêntico, assim como nas casas de banho, principalmente a das senhoras.

Passando aos concertos, tivemos Joe Sumner, a abrir o último dia do Festival. Foi um dos concertos mais agradáveis do dia, o calor ainda se fazia sentir e o ambiente estava descontraído com o sol a pôr-se no rio Douro. Foi um bom concerto, Joe tem uma voz muito parecida com a do pai e conseguimos notar ainda mais isso quando cantam lado a lado no concerto de Sting.

Para quem não conhecia Sumner, foi uma agradável surpresa, para quem já conhecia, a opinião geral é que o seu concerto foi melhor do que o expectável e houve um sentimento de melancolia porque queríamos ouvir mais.

Seguiu-se um momento de espera até Miguel Araújo entrar em cena, momento esse que levou algumas pessoas até à zona da alimentação e que trouxe outras para as redondezas do palco, que começava a encher a olhos vistos.

Quando Miguel Araújo entra em palco já tinha uma enorme plateia ansiosa, que cantou junto com o português, que atingiu o auge com o hit “Anda Comigo Ver os Aviões” e depois novamente na despedida, com a música tão conhecida e predilecta de muitos, “Os Maridos das Outras“.

Mais um momento de espera e a ansiedade era imensa por entre o público, não havia distrações, porque estavam todos concentrados no palco, não havia espaço entre as pessoas, porque estavam todos juntos uns aos outros para terem bons lugares.

É então que surge no palco aquele que tantos queriam ver, o homem que levou 25.000 pessoas ao Cabedelo, o músico que esgotou os bilhetes muito antes do evento se aproximar, Sting entra em cena, naquele que prometia ser o concerto da noite, mas que na realidade foi bem mais do que isso, foi o melhor concerto, na minha opinião, do Festival, foi sem qualquer hesitação, um concerto memorável.

Música após música o cantor destacava-se e criava cada vez mais uma afinidade com o público, que cantava, aplaudia, dançava e pedia mais. Das novidades do seu álbum até aos seus clássicos, passando ainda pelos grandes hits dos Police, Sting foi brilhante, num concerto impecável que deixará grandes memórias a todos os fãs que lá se encontravam. Por três vezes o público pediu mais, e Sting deu-nos mais, dois encores magníficos. No segundo encore tivemos um vislumbre do músico claramente emocionado com o entusiasmo do público que o aclamava incansavelmente.

O fecho das festividades ficou ao cargo do aclamado Seu Jorge, que já é um artista adorado pelos portugueses, que fizeram questão de ficar até ao fim, apesar da chuva que se começou a sentir pelo Cabedelo. Foi um concerto feliz, que permitiu ao público dançar e descontrair depois de três dias de festividades. O hit “Amiga da Minha Mulher” foi o mais aplaudido, talvez por ser o mais conhecido por entre os festivaleiros.

Foi um dia excepcional, com grandes concertos, boa música e bom ambiente, onde se podia conversar, comer e beber enquanto se esperava pelos concertos. Possivelmente, foi o melhor dia do Festival, mas também o mais cheio.
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