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Capitão Fausto no Bons Sons: “Já começámos a preparar o próximo disco”

A banda portuguesa actuou esta sexta-feira no Palco Eira

Num fim de semana com festivais a ocorrer um pouco por todo o país, a CA Notícias rumou à amistosa aldeia de Cem Soldos, em Tomar, para o Festival Bons Sons. Foi lá que estivemos à conversa com uma das bandas mais requisitadas do panorama nacional – os Capitão Fausto.
Falámos com Francisco Ferreira (teclas) e Salvador Seabra (bateria) dos Capitão Fausto antes do concerto desta sexta-feira, 11 Agosto, no Palco Eira.

CA (CA Notícias) – Como está a ser o regresso a Cem Soldos e ao Bons Sons?

FF (Francisco Ferreira) – Somos fãs, gostamos muito deste festival. Em 2012 quando actuámos ao início da tarde (18h00), apenas conseguimos estar cerca de quatro horas no recinto, fizemos o ensaio de som, tocámos e tivemos de arrancar. Só conseguimos estar perto do nosso palco na altura, mas gostámos imenso da pequena convivência. Hoje conseguimos já fazer um pequeno passeio e ficámos surpreendidos com um festival tão bem montado e com tanta gente.

CA – De 2012 para 2017 ganharam maior reconhecimento e tornaram-se Cabeças de Cartaz, como reagem às diferenças do público ao longo destes anos?

FF – Tento não pensar muito nisso. Talvez mais tarde irei olhar para trás e ver aquilo que fizemos. Por agora estamos preocupados só naquilo que fazemos agora.

SS (Salvador Seabra) – Claro que olhamos para trás e vemos que de facto as coisas têm mudado, temos cada vez mais fãs e ficamos muito felizes por isso, mas tentamos não pensar nisso.

CA – E sobre esse futuro, já têm planos?

SS- Já começámos a preparar o próximo disco, vamos gravá-lo no final do ano, para podermos lançá-lo em 2018. Estamos agora a trabalhar nisso.

CA – O ano passado lotaram o Coliseu dos Recreios, este ano já actuaram na MEO Arena. Qual o palco que vos falta?

FF e SS – O Estádio de Alvalade (risos).

FF- Tocámos num Coliseu, numa Arena (Meo Arena), mas falta um estádio. Contento-me com um intervalo, mas tem de ser o de Alvalade!

CA – Este ano estiveram no Super Bock Super Rock a abrir para Red Hot Chili Peppers. Tiveram oportunidade de falar com a banda californiana e ver o concerto?

FF – Tínhamos um concerto no dia a seguir e portanto não foi possível vermos o concerto dos Red Hot Chili Peppers, mas do que vimos gostámos muito. Não tivemos qualquer contacto com eles, não costuma acontecer com este tipo de bandas.

CA – A tour deste ano têm percorrido o país. Sentem diferença dos públicos no país?

FF e SS – Normalmente não tocámos tanto no Sul como no Norte, mas sim está a ser bom esta digressão actual.

FF- A realidade é que neste momento não existe grande diferença entre os públicos pelo país. No início da banda notava-se claramente algumas regiões que éramos mais queridos do que noutras. Neste momento, já chegamos a sítios onde não actuávamos antes e isso significa que chegamos também a mais pessoas, e estamos felizes por isso.

CA – Algum motivo pelo qual a “Teresa” não tem constado actualmente dos alinhamentos dos vossos concertos?

FF – Preferências.

SS – Não nos tem apetecido tocar. O que não quer dizer que não a toquemos num dos nossos espectáculos. No outro dia ensaiámos a música, caso nos apeteça tocar.

CA – Não sentem então a necessidade de a tocar?

SS – O concerto não fica pior por causa disso. Foi uma música da qual nos cansámos um pouco, e portanto não nos tem apetecido tocá-la. Mais tarde ou mais cedo vamos voltar a apresentá-la.

CA – E quais têm sido os álbuns ou bandas que têm ouvido ultimamente?

FF – Confesso que ando a ouvir muita coisa que tem mais anos que eu, não ando muito atento a material recente. Apercebi-me disso recentemente (risos). Ando a ouvir coisas malucas antigas, mas nada de especial a destacar.

SS – Ando muito viciado num disco muito antigo, dos anos 70, o “Transa” do Caetano Veloso.

CA -Conseguem destacar algo que vos tenha influenciado para o novo disco ou para o “Capitão Fausto têm os Dias Contados?”?

SS – Temos ouvido mais bandas que fazem canções, e o nosso último disco está mais focado nisso mesmo, em canções. Eu cada vez ando a ouvir menos “maluquices”, mas sim mais bandas com canções simples de “verso-refrão”. Temos virado mais para esse lado.

CA – O que esperam do concerto do Bons Sons?

FF – Têm sido tantos que já nem sei dizer. Vou lá para cima tocar o melhor que posso.

SS – Tentamos sempre dar o melhor concerto possível.

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