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Crítica: “Orange Is The New Black” (temporada 6) da Netflix

Está quase a chegar a sexta temporada da série “Orange Is The New Black” da Netflix e os fãs vão ter algumas surpresas inesperadas. Com o final da temporada 5, foram muitos os fãs que se demonstraram insatisfeitos com o rumo que a série estava a levar, talvez por esse motivo esta nova temporada tenha seguido um rumo um pouco diferente.

Como muitos já sabem, a série foi lançada em Julho de 2013 e é um original Netflix, criada por Jenji Kohan, Sara Hess e Tara Herrmann e é baseada no livro homônimo de memórias de uma reclusa chamada Piper Kerman (que inspirou a nossa querida Piper Chapman, interpretada por Taylor Schiling).

Na série podemos ver que Piper é uma mulher que pertence à classe média e que foi condenada a prisão uns anos depois de ter participado num esquema de transporte de dinheiro proveniente de um negócio de tráfico de drogas. Esse enorme negócio era gerido em parte pela sua ex-namorada Alex Vause (interpretada por Laura Prepon).

Como podemos ver no teaser revelado pela Netflix, a nova temporada da série vai continuar onde a anterior parou, mas será que ainda vai ter lugar em Litchfield? E será que estarão lá todas as nossas tão queridas reclusas?

Ora, a Netflix fez o favor de nos responder a essas duas questões antes da estreia da nova temporada, ao revelar o trailer da mesma. A resposta a ambas as perguntas é Não, um enorme e brusco Não. Sem querer dar demasiados spoilers para os fãs da série, vou tentar não ir muito além do que é visto no trailer.

A série tem lugar na prisão de máxima segurança e apesar de a expectativa ser alta devido à mudança de cenário e à falta de algumas personagens no trailer, os primeiros episódios ficam um pouco aquém do que esperava, sendo que apenas servem para nos dar alguns flashbacks do tumulto que finalizou a temporada anterior e para tentar encontrar o culpado do mesmo.

No entanto, depressa passa a monotonia deixando-nos com vontade de ver mais e mais episódios quando o fim se começa aproximar. O facto de termos novas personagens é uma mais valia, principalmente porque duas delas se destacam, Carol (interpretada por Henry Russel que é verdadeiramente assustadora) e Barb (interpretada por Mackenzie Phillips que é altamente psicopata).

Orange Is The New Black7

Carol e Barb são as supervisoras das rivalidades entre blocos e têm dois lacaios que acrescentam uma certa complexidade à trama, dando-nos mais personagens novas para completar a ausência. Os lacaios são Madison (interpretada por Amanda Fuller) e Daddy (interpretada por Vicci Martinez).

É seguro para mim afirmar que temos aqui uma novidade, na quinta temporada tivemos presente o tema das minorias que acabam por se unir para enfrentar as classes mais poderosas, nesta nova temporada vemos as questões a serem tratadas de forma directa. Os flashbacks agora são usados de outra forma dando-nos uma nova profundidade que nos traz detalhes importantes sobre as personagens, servindo para unir as histórias entre eles tornando uma experiência diferente, chocante e ao mesmo tempo satisfatória para quem vê.

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Um elemento que se mantém comum às temporadas anteriores é o sentido de humor agridoce, que às vezes parece um pouco descabido, mas ao pensarmos bem, se não estivesse lá não era a mesma coisa. Importante também é o facto de a série mostrar como é a vida das pessoas quando saem da prisão e tentam refazer as suas vidas, passando a mensagem do quão difícil na realidade é. Aleida (interpretada por Elizabeth Rodriguez) continua desempregada ao sair da prisão e acaba por, relutantemente vender suplementos de ervas enquanto os seus filhos se mantém num orfanato. Apesar de ser um lembrete sombrio sobre a realidade, é também necessário.

Em suma, a nova temporada é em parte uma lufada de ar fresco, que nos traz novas personagens, novos cenários e novos problemas, mas mantendo-se sempre dentro do mesmo prisma e da mesma realidade, tentando chamar atenção dos espectadores ao mesmo tempo que nos apresenta um drama. Vai sem dúvida surpreender os fãs mais assíduos da série, como me surpreendeu a mim.

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