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O aluno de Seedorf chegou ao Restelo

O médio do Belenenses estudou no Botafogo o estilo do ex-internacional holandês, que lhe reconhecia qualidades nas bolas paradas

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Além de Seedorf, Dantas também privou com Loco Abreu e confirma que o uruguaio é mesmo… louco. Com ambos diz que aprendeu coisas importantes e espera pô-las em prática no Belenenses.

Rodrigo Dantas tinha apenas quatro anos quando começou a dar os primeiros pontapés na bola, nas escolinhas do Bangu, antigo e pequeno clube do Rio de Janeiro. O miúdo ficou por lá até 2002, altura em que o colosso Botafogo lhe deu a mão para ver o que era capaz de fazer. E, durante 12 anos, o agora reforço do Belenenses jogou e treinou com alguns craques, dos quais sugou ensinamentos.

Apesar dos vários empréstimos e regressos, agradeço ao clube pela formação que me deu, pelos dois títulos de campeão e por ter jogado ao lado de colegas como Jefferson, que esteve no Mundial, ou Seedorf. Aprendi muito com eles”. E é nos ensinamentos de Seedorf que Dantas centra a conversa com O JOGO.

Afinal, não são muitos os jogadores que dividiram o balneário com o emblemático ex-internacional holandês que jogou no Milan, Inter e Real Madrid, entre outros, e que passou ensinamentos valiosos a Dantas, um jovem que se define como “muito trabalhador e observador” e que gosta de “ouvir para poder aprender”. “Seedorf é muito sério, exige muito e está sempre a incentivar os mais jovens com dicas, até mais fora de campo do que lá dentro. É um colega muito correto, dando apoio, mas também broncas. Dizia-me muitas vezes ‘Dantas, tu tens boas bolas paradas, só tens de as aperfeiçoar’ e, como ele era muito forte nesse aspeto, eu ficava sempre a observar tudo o que ele fazia no treino. Aprendi muito só a olhar para ele, que era um dos meus ídolos”,conta,recordando 2012.

No mesmo ano, Dantas teve outro professor que recorda com saudade, o uruguaio Loco Abreu. “Treinei com ele e, na altura, eu tinha uma grande cabeleira, porque não cortei o cabelo durante três anos. Os adeptos brincavam comigo, chamavam-me também Loco Abreu. Ele é mesmo louco, nunca vi nada assim. Um dia foram fazer uma reportagem ao Botafogo e trouxeram-nos uma caderneta, já completa com as figuras do Mundial, mas só para a fotografia. Abreu viu, meteu-a debaixo do braço e desapareceu para o balneário. Quando a tentei reaver, para devolver ao dono, Abreu disse que era dele, que ia dá-la aos filhos”, lembra, rindo.

Contra o WAC Casablanca médio marcou com arte… e vento

Apesar de não ter marcado muitos golos (fez um pelo Estoril, em 2011/12), Dantas já começou a aplicar os ensinamentos de Seedorf nos livres, na apresentação frente ao WAC Casablanca.

Revi umas três vezes o lance pela Internet… Fiquei muito feliz por marcar na estreia, não imaginava que faria um golo. Quando entrei, reparei que o guarda-redes deles avançava sempre para sair com a bola, por isso chutei direto e o vento ajudou no resto”, conta o médio, que joga a 8 ou a 10.

por PEDRO MIGUEL AZEVEDO

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Via: Crónicas Azuis

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