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Abel Camará: «Vou provar que sou digno da camisola»

O regresso de Abel Camará ficou envolto em polémica, devido a acontecimentos ocorridos há dois anos por ocasião da sua transferência para o Beira-Mar. Um alegado episódio violento entre a claque Fúria Azul e amigos do avançado está na base da polémica, a qual levou elementos da claque a mostrarem insatisfação pelo regresso do jogador ao Restelo e a lembrar confrontos com armas, que, aliás, Camará desmente, pedindo apoio e manifestando o desejo de criar um clima de paz com todos os simpatizantes azuis.


“Nunca ameacei um adepto com armas e nem os meus amigos o fizeram. O que aconteceu foi que, após uma derrota com o Trofense, três ou quatro elementos vieram pedir satisfações à saída do estádio com o intuito de arranjar confusão. Fui-me embora e disse aos meus amigos para fazerem o mesmo. A verdade é que se envolveram, e desde aí que se inventam histórias de armas”, conta o dianteiro.

“Fiquei um pouco triste pelo facto de a claque ter dito que não me queria de volta, mas não é a Fúria Azul que faz as contratações e eu vou provar que sou digno de vestir esta camisola. Mesmo quando saí, fiquei ligado ao clube e sou um belenense para sempre. Se os adeptos quiserem falar comigo, os treinos são abertos e não terão problema. Quero estar em paz com os adeptos e com a claque e peço para que puxem por nós e cantem, porque assim será mais fácil. Quando tiverem de criticar, que o façam, mas gostava que no final pudéssemos festejar todos juntos a permanência ou algo mais”, disse.

Desculpas e satisfação

Recentemente, Camará pediu desculpa aos adeptos quando a equipa entrou em campo no jogo da Taça de Honra frente ao Sporting. Foi ovacionado e recorda o episódio.

“Creio que perceberam a minha forma de estar aqui. Quero representar este clube. Os assobios não me afetam, mas podem prejudicar a equipa. Gostava que os problemas ficassem sanados”, concluiu.

«Amadureci como homem e jogador»

O ponta-de-lança está de regresso ao Belenenses após ter passado por Beira-Mar e Petrolul, da Roménia. Hoje, em início de época, sente-se mais maduro e apto para disputar o seu espaço no onze do conjunto do Restelo. “A experiência em Aveiro e na Roménia foi muito boa. Amadureci bastante como homem e jogador. Espero que os adeptos gostem das minhas exibições e do meu trabalho no Belenenses”, afirma, remetendo para o treinador a resposta sobre a titularidade. “É ele que vai decidir. O que garanto é que vou trabalhar para ser titular. Se isso não acontecer, vou entrar cheio de vontade sempre que for chamado”, promete.

 


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