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Os Belenenses podem duplicar orçamento para 2 milhões de euros

A ideia, explica José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group, é criar quatro grandes pólos nos terrenos do clube com projetos para a comunidade, não especulativos, e que não vão integrar qualquer imobiliário residencial ou comercial.

A proposta, que foi apresentada este sábado aos acionistas e à comunicação social, terá de ser aprovada em assembleia-geral de sócios e passar pelo crivo da Câmara Municipal de Lisboa. O projeto envolve um esforço global, que poderá ser, ou não, faseado por parte do fundo de capital de risco na ordem dos 66 milhões de euros, e a contrapartida é a cedência da gestão dos equipamentos durante 50 anos. O clube do Restelo receberá uma renda anual de 1 milhão de euros, a qual será atualizada de acordo com a subida dos valores das rendas que os equipamentos a incluir na futura Cidade Belenenses irão gerar. Pinto Basto disse que tem havido conversas com a edilidade, e há grande abertura para este projeto, pois não envolve qualquer tipo de construção especulativa, nem carga habitacional e comercial. O projeto já havia sido apresentado ao clube há bastante tempo, mas foi com a atual direção que se desenvolveu, explicou o gestor.

Para Os Belenenses esta proposta significa a possibilidade de duplicar o atual orçamento anual de 1 milhão de euros para 2 milhões, tendo em conta a renda proposta. O gestor elogiou o modelo de negócio que preserva a sustentabilidade do projeto e das contas do clube, pois o acordo impede o recebimento antecipado das verbas, exceto se em assembleia-geral os sócios deliberarem nesse sentido e se houver acordo do promotor/ construtor.

O projeto, a construir numa área de 11 hectares, propriedade do clube, inclui uma zona destinada à prática da atividade desportiva, com pavilhão desportivo e multicultural, pavilhão multiusos e health club, sendo que serão requalificados dois campos de treino que se tornarão oficiais; uma área com vertente educacional (que inclui colégio, universidade e residências universitárias, que também servirão para alojamento de atletas), destacando-se aqui a criação de centros de investigação e de empreendedorismo; depois uma zona dedicada à saúde, com clínica de saúde, clínica de desporto de alto rendimento e residências assistidas. Todas estas infraestruturas irão apoiar a zona envolvente ao estádio, assim como complementar os serviços desportivos. Designada por Cidade Belenenses, contará ainda com uma zona comercial complementar (não centro comercial), com lojas de conveniência e supermercado de média dimensão. Esta estrutura apoiará os futuros ocupantes da zona, a par do público.

Pinto Basto salientou ao OJE que foi possível “alinhar todos os interesses e, nesse sentido, acreditamos que o projeto será viável tendo em conta todo o equipamento de interesse público”. O gestor referiu a proposta de uma parceria entre Os Belenenses e o The Edge Group, que fará o investimento e a gestão, sendo que para cada uma das valências o promotor irá procurar interessados para parceria. Toda a construção será feita à medida, sem projetos especulativos, e o objetivo central é que a construção e lançamento de todas as valências aconteçam em simultâneo.

Fonte:  Oje

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