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Antevisão: Belenenses tenta repetir o feito ante o Basileia

O Belenenses defronta esta Quinta-feira, pelas 20h05, no Estádio do Restelo, o líder do grupo I e uma das equipas mais fortes em competição. Porém, os homens do Restelo já demonstraram que não estão na Europa para brincar e na passada jornada, em Basileia – no Estádio onde se disputará a final da Liga Europa -, vergou os campeões suíços por 1-2 com uma fantástica exibição. Hoje, procurará repetir o feito.

O Basileia encarou o último embate entre os dois emblemas, de peito cheio. A arrogância e o desdém com que os suíços entraram em campo, fazia antever algo não muito agradável para aqueles lados. A altivez, misturada com uma presunção futebolística sem precedentes, deram aquele pobre espetáculo que toda as pessoas viram. Contudo, costuma-se dizer que só os burros não admitem os erros. Desta forma, espera-se que os homens da terra do chocolate, venham a Lisboa procurar limpar a imagem. O seu conhecimento do Belenenses tem de ser maior e a sua confiança não pode exceder os limites do razoável. Com jogadores já batidos nestas andanças Europeias e com muita experiência profissional, os homens de Urs Fischer têm obrigatoriamente de ganhar se querem ganhar uma boa vantagem relativamente aos seus oponentes directos. Com o futebol menos trabalhado do que aquando da presença de Paulo Sousa por terras suíças, o Basileia assenta muito o seu jogo na experiência de Samuel e de Suchy na defesa; na classe de Delgado no meio-campo; na eficácia do extremo Gashi e na potência de Embolo – que ainda não se sabe se joga. Os da frente são homens para por em sentido os laterais azuis, sobretudo o albanês Gashi que foi o melhor marcador da Liga Suíça no ano transacto. Outro aspecto onde são fortes, e mais fortes que os “azuis”, é no jogo aéreo. Como se pode ver graças ao golo sofrido no St.Jakob Park. Até os laterais são altos, sobretudo Michael Lang. Do banco, poderá vir também alguma irreverência, com Boetius, o jovem extremo holandês que tem muita qualidade técnica. Além de toda a qualidade individual, espera-se um Basileia muito ofensivo e a assumir o jogo desde o primeiro minuto, procurando vencer fora, como fez em Florença.

Do lado do Belenenses, as peças do puzzle não devem mudar nada – ou quase nada -, relativamente aos últimos jogos. Gonçalo Brandão deve continuar de fora e Gonçalo Silva deve actuar ao lado ou de João Afonso, caso recupere, ou ao lado de Ricardo Dias, que será assim adaptado. Pelas recentes amostras, João Amorim deverá continuar a merecer a confiança do técnico e do meio-campo para a frente, fruto também das lesões, a equipa não se deve alterar. A única dúvida prende-se com a utilização ou não do experiente Carlos Martins. O internacional português parece já ter recuperado a 100% dos seus problemas físicos e a sua qualidade e discernimento futebolístico poderão ser fulcrais no jogo de logo. O 4-2-3-1 vai continuar a imperar, com os médios de contenção a serem André Sousa e Rúben Pinto. É certo e sabido que o Belenenses não pode jogar de peito aberto com o adversário, se o fizer, será vergado. Os argumentos não são os mesmos e cada um tem os saber rentabilizar da forma correcta. Talvez seja exactamente por esse facto, o de não assumir o jogo, que os homens de Ricardo Sá Pinto têm tido tanto sucesso na Europa. O jogo de hoje não será diferente. Uma equipa com cabeça e ciente de que pode fazer história. A velocidade dos extremos e do avançado – que será Luís Leal, será peça-chave nas transições ofensivas que serão o prato forte da estratégia do Belenenses.

A pressão é nula. O emblema da cruz de cristo jogará sem pressão e sem a obrigatoriedade do que quer que seja. A única missão pedida é que os jogadores dêem o máximo e que honrem a camisola que têm vestida. É só isso que se pede. Uma vitória hoje seria algo inacreditável e impulsionaria o clube a nível Europeu. Afinal de contas, duas vitórias sobre o 18º classificado do ranking da UEFA, não é todos os dias, muito menos todos os clubes. História na Europa já fizeram; porque não continuar?

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