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Análise da versão restaurada de ”Cinema Paraíso” que regressa às salas de cinema nacionais, 30 anos após a sua estreia

Como celebração do 30º aniversário do lançamento, o mítico filme “Cinema Paraíso” (ou “Nuovo Cinema Paradiso”, em italiano), de Giuseppe Tornatore, recupera o seu legítimo lugar nas salas de cinema portuguesas. Em parceria com a produtora Alambique, a Festa do Cinema Italiano apresenta uma versão restaurada para a grande tela, que será lançada a 3 de Maio em DVD.


O filme será exibido no dia 5 de abril, às 21h30, nos UCI Cinemas do El Corte Inglès (Lisboa) e no Cinema da Villa (Cascais), seguindo depois para as salas de cinema de várias cidades. Esta será a oportunidade ideal para revisitar este grande clássico do cinema ou, se for o caso, para se deixar encantar pela primeira vez. Já agora aproveite e leve a família.

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Quem não se recordará de Alfredo? O projecionista do mágico Cinema Paraíso será um velho amigo de todos nós espectadores e não só a Totó terá ensinado sobre cinema, amor e desgosto. Este genial romance, comovente na sua simplicidade, resulta, entre risadas e lágrimas, numa lindíssima homenagem à história do Cinema. Vencedor do Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes (1989), do Óscar e Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro (ambos em 1990) e do BAFTA nas categorias de Melhor Ator (Philippe Noiret), Melhor Ator Secundário (Salvatore Cascio), Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Banda Sonora e Melhor Argumento Original (1991), “Cinema Paraíso” rapidamente se tornou numa referência do cinema italiano e num dos filmes mais amados pelo público. Se por um lado esta nova versão nos traz uma melhor qualidade de som e imagem, a simpatia contagiante de Totó e a cumplicidade com Alfredo permanecem as mesmas. A envolvência da sala de cinema confere uma nova magnitude aos pormenores de realização e à belíssima banda sonora composta por Ennio Morricone.

É precisamente com a notícia da morte de Alfredo (Philippe Noiret) que a narrativa se desenrola. Após receber um inesperado telefonema da sua mãe comunicando a morte do antigo projecionista da vila, Salvatore Di Vitta (Jacques Perrin), um conceituado realizador, é invadido por recordações. Este guia-nos numa nostálgica incursão pela sua infância (Salvatore Cascio) e adolescência (Marco Leonardi) na mítica cabina de Alfredo no Cinema Paraíso, no pós-guerra. Agora, Totó – como era conhecido – tem de voltar à Sicília natal para enterrar o homem que determinou a sua vida. A morte de Alfredo bem como a demolição do cinema marcam uma mudança na forma de ver e viver o cinema, no fundo o fim de uma era que parece ressuscitar na cena final com a sucessão de beijos roubados pela censura.

Giuseppe Tornatore concilia com grande mestria as referências cinematográficas com a generosidade do cinema popular. Diria ser mesmo impossível não nos projetarmos nas suas personagens. Uma coisa é garantida…o “Cinema Paraíso” regressou para, uma vez mais, nos arrebatar. Como diria Totó “Alfredo, é belíssimo!”

CINEMA PARAÍSO estará em exibição nos Cinemas UCI El Corte Inglés, Cinema da Villa, Cinema City Beloura, Atlântida-Cine Carcavelos, UCI Arrábida, Cinema City Leiria, Cinema City Setúbal, Cinemas NOS Alma Shopping, Forum Algarve e Évora Plaza, a partir de 5 de Abril. Estará também disponível numa nova edição DVD e nos videoclubes das televisões / FILMIN a 3 de Maio.

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“Cinema Paraíso” Versão Restaurada (Nuovo Cinema Paradiso)

Roma, 1980. O cineasta Salvatore Di Vitta (Jacques Perrin) recebe um telefonema da mãe que lhe comunica a morte do seu velho amigo Alfredo (Philipe Noiret). Salvatore – ou Totó – é invadido por recordações, revisitando a sua infância, na sua Sicília natal, quando vivia fascinado pela cabina mágica de Alfredo, o mal-humorado projeccionista do cinema da vila: o Cinema Paraíso.
  • Maria Cortegaça Nunes

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